Possível questionamento no tapetão do Judiciário geraria atrasos em obra estratégica para o Ceará

A judicialização pode partir da GS Inimá Brasil, subsidiária da coreana GS. Tendo oferecido o maior preço, o consórcio vencedor tem duas empresas do Ceará. Além da Marquise, a PB Construções.


A usina será localizada na Praia do Futuro e vai captar água do mar há uma distância de 2,5 Km da orla.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Do ponto de vista administrativo, o Consórcio Águas de Fortaleza, liderado pela Marquise Infraestrutura, foi oficialmente declarado responsável pelo projeto de construção e operação da usina de dessalinização de Fortaleza. É que ainda perduravam questionamento de concorrentes derrotados no certame. Agora, já não cabem mais recursos administrativos.

O problema é que o A GS Inima Brasil, subsidiária do Grupo GS, da Coreia do Sul, afirma que estuda a possibilidade de entrar com ação na Justiça contra a decisão da Comissão Central de Concorrências do Estado, que não reconheceu os argumentos da empresa no âmbito administrativo.

Tomara que não entre. Vai só gerar atrasos no cronograma de um equipamento que é estratégico para a economia e para o fornecimento de água para a população de Fortaleza em caso de longas estiagens como é comum no Ceará.

Além de ter oferecido o melhor preço, o consórcio vencedor tem duas empresas do Ceará: a Marquise e a PB Construções. A espanhola Abengoa, alvo dos questionamentos da concorrente, também compõe o consórcio.

A área da usina corresponde a um terreno de duas quadras parcialmente desocupadas, com 2,3 hectares (ha). O acesso principal à área do empreendimento será feito pela Rua Francisco Francesco Di Ângelo, em um terreno nas proximidades da Avenida Dioguinho. A área já foi desapropriada. A usina captará água do mar a uma distância de 2,5 mil metros da costa e a 14 metros de profundidade.

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Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.