Pará distribui 90 mil comprimidos de hidroxicloroquina para hospitais do Estado

As evidências mostram que os pacientes devem ser tratados desde o início da doença para evitar lesões pulmonares graves", disse o médico e pesquisador da UFC, Odorico Moraes.


Helder Barbalho acompanha a distribuição do lote de hidroxicloroquina para hospitais do Pará.

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

O Governo do Pará iniciou a distribuição de milhares comprimidos de hidroxicloroquina e de azitromicina para os hospitais das redes pública e privada que atendem pacientes com Covid-19. O anuncio foi feito pelo governador Helder Barbalho: “Hoje (terça-feira, 07) começam a ser distribuídos, para hospitais com capacidade de atender pacientes de Covid-19 na rede pública e privada, 74,9 mil comprimidos de azitromicina (500mg) e 90,7 mil comprimidos de hidroxicloroquina (400mg)”, escreveu o governador no Tweeter.

Na prática, Barbalho segue um protocolo de ataque à coronavírus que já vem sendo usado por grande parte dos médicos e hospitais. Trata-se do coquetel composto pela hidroxicloroquina + azitromicina + zinco. Em São Paulo, a rede Prevent Senior, que atende a clientes de 60 anos para cima, já vem prescrevendo o coquetel a partir da identificação dos sintomas iniciais. Não havendo contraindicações, a empresa entrega o coquetel, com doses definidas, na casa do cliente do plano. Segundo a direção das Prevent, os resultados são alvissareiros.

No Ceará, Focus apurou que boa parte dos médicos aderiu ao esquema farmacêutico proposto por um trio de médicos professores do curso de Medicina da UFC. Profissionais de saúde que estão no combate direto à doença estão tomando a hidroxicloroquina e o zinco profilaticamente. Com sintomas, agrega-se a azitromicina. O conjunto vem sendo prescrito para pacientes no Estado. Porém, na maior parte das vezes, só em casos graves.

O pesquisador Odorico Moraes, que assinou a proposta junto com o médico Anastácio Queiroz e a médica Elizabete Moraes, sustenta que a recomendação para usar a hidroxicloroquina só em casos graves “está incorreta”. “No início, fiz essa mesma recomendação por que ainda não havia evidências do seu efeito terapêutico em estágios iniciais da doença. Agora, as evidências mostram que os pacientes devem ser tratados desde o início da doença para evitar lesões pulmonares graves”, disse.

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