Vendas dos supermercados crescem 4% no primeiro quadrimestre deste ano, diz Abras

Para o ano de 2021, a entidade projeta um crescimento do faturamento de 4,5%.


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

O setor supermercadista registrou um crescimento real de 4% nas vendas do primeiro quadrimestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020. Apenas em abril, o crescimento foi de 2,77%, em comparação com abril de 2020. Os dados, deflacionado pelo Ipca, são do Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros Abras, divulgado nesta quinta-feira, 10.

“A alta das vendas já reflete a volta do auxílio emergencial pago às famílias, e está em linha com as projeções da Abras. Na comparação de abril de 2021 com abril do ano passado, a evolução de 2,77% é sólida porque é calculada sobre um movimento intenso das famílias que buscaram abastecer as casas diante dos primeiros reflexos da pandemia”, disse o vice-presidente Administrativo e Institucional da Abras, Marcio Milan, durante coletiva de imprensa.

Já na passagem de abril para março, a pesquisa apontou queda de 4,82%. Segundo a entidade, pesou no resultado a volta da alimentação fora do lar, por conta do retorno gradativo das atividades de trabalho presenciais. E os fechamentos temporários de lojas decretados por prefeituras (lockdowns) também influenciaram o resultado, e levaram os supermercados a enfrentar o problema inclusive com ações na Justiça para garantir o funcionamento dos estabelecimentos. “A alimentação é direito essencial e os supermercados estão trabalhando para garantir o acesso dos consumidores aos produtos com respeito aos protocolos de saúde e toda segurança”, disse Márcio Milan.

Expectativa para 2021
Para 2021, os supermercados projetam crescimento de 4,5% para o fechamento. A estimativa será revisada ao final do mês de junho, segundo a Abras. “O pagamento antecipado da primeira parcela do décimo terceiro de aposentados e pensionistas, R$ 25,3 bilhões ao todo, e o primeiro lote de restituição do Imposto de Renda, R$ 6 bilhões, vão favorecer o consumo das famílias que destinam, aproximadamente, 60% de suas rendas para alimentação”, diz o vice-presidente da Abras. A possibilidade da prorrogação do auxílio emergencial até setembro é outro fator que irá influenciar os resultados, segundo a Abras.