Vamos botar para funcionar o ministério da pequena empresa, afirma Lula

Lula atacou os juros altos para a tomada de empréstimos e prometeu reserva nas compras governamentais para PMEs


Foto: (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Equipe Focus
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O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira que é preciso “botar para funcionar” um Ministério da Micro e Pequena Empresa no País A pasta hoje não existe.

“Vamos recriar alguns ministérios. Eu não sei se hoje está funcionando. Mas vamos ter que botar para funcionar o ministério da pequena empresa”, declarou Lula em evento com pequenos empresários em São Paulo. “Antes de deixar a Presidência, propus criar ministério da micro e pequena empresa. Eu tinha consciência que não era possível tratar problema da Volkswagen junto com problema do mecânico”, acrescentou, acompanhado pelo candidato à vice-presidência na chapa petista, Geraldo Alckmin (PSB).

De acordo com o ex-presidente, seus governos sempre tentaram negociar com o setor, mas eram impedidos pela Fiesp. “A gente várias vezes tentou negociações separadas na Fiesp. E a Fiesp nunca aceitou fazer acordo separado, exatamente porque sempre queria aproveitar os menores para nivelar por baixo a possibilidade de conquista. Sempre usava como desculpa os mais fracos para não negociar o máximo conosco”, disparou o petista, uma semana após a entidade patronal tomar o noticiário com a leitura de um manifesto em defesa da democracia em meio aos ataques sem provas do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, às urnas eletrônicas.

Aos presentes, Lula afirmou ser preciso “dar mais atenção” ao setor das PMEs. “A gente não pode deixar que vocês morram por causa da dívida que contrariam por conta da pandemia. Vamos ter que levar muito em conta e muito a sério negociação de dívida de vocês”, acenou o candidato.

Lula atacou os juros altos para a tomada de empréstimos e prometeu reserva nas compras governamentais para PMEs. “É por isso que a gente não negociava acordo com a União Europeia. Eles queriam que a gente abrisse compras governamentais, aí a gente ia negociar salada italiana”, explicou.

Agência Estado