Vai “chover” vacina contra Covid e uma delas já está sendo negociada com o Brasil

Baseada em DNA e em fase final de aprovação na Índia, a Zycov-D suporta temperatura ambiente e não precisa de seringa. A fabricante Zydus Cadila firmou acordo com um laboratório brasileiro.


Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Hoje, no mundo, 63 vacinas contra o coronavírus estão na fase desenvolvimento clínico. Outras 173 estão em desenvolvimento pré-clínico. Os dados são da Organização Mundial de Saúde. A previsão é que 19 vacinas vão estar disponíveis globalmente nas próximas semanas e meses.

Das 63 vacinas em fase clínica, 12 (19%) são de dose única. A maioria ou 38 vacinas (60%) serão ministradas  em duas doses.

Atentem para uma vacina em especial que já tem acordo de fabricação com um laboratório brasileiro. Prevista para ser ministrada em três doses, a Zycov-D, baseada em DNA e desenvolvida pela gigante multinacional indiana Zydus Cadila, não depende de armazenamento em freezers. Ou seja, pode ser internamente transportada à temperatura ambiente. Certamente, uma condição bem adequada para o imenso e desigual Brasil.

A Zycov-D suporta uma temperatura de 23ºC por três meses. Para períodos maiores, o ideal é manter a uma temperatura entre 2ºC a 8ºC. Segundo o Estadão Conteúdo, a Zydus Cadila deve encerrar até abril os testes clínicos na Índia.

Outra característica da vacina indiana que também é bastante adequada para o Brasil: o imunizante dispensa o uso de seringas e agulhas descartáveis e pode ser injetado por meio de aplicadores que disparam o imunizante através da pele.

A Índia já é conhecida como farmácia do mundo. É o maior produtor de medicamentos genéricos, respondendo por 20% da produção global e atende à incríveis 62% da demanda mundial por vacinas, deixando a China para trás.

 

 

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.