Trocando em Miúdo

por Paulo Elpídio
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A Bacia dos aflitos: aleivosias esparsas a pretexto de tudo e de alguma coisa, dirigidas  a pessoas abaixo de qualquer suspeita.


 

*Um velho senhor falava de seus temores: “—Qualquer desses dias, ao arrancarmos um pé de coentro para o tempero, vamos ter uma manifestação ruidosa em frente de nossa casa. Em defesa da natureza”.

*Ódio? Revolta? O rosto endurecido dessa criança sueca. A ecologia transfornada em cruzada contra os infiéis faz vítimas entre os jovens.

*Stédile e Damares: cearenses por quê? Ora, direis, por certo perdeste o senso…

*No Brasil, político corrupto multiplica-se por cissiparidade.

*Guerra entre etnias e tribos na Amazônia: a ideologização da causa indígena. Nem Lênine com os seus bolchevistas teriam feito melhor na Rússia dos Czares…

*Mas o que a França tem na Amazônia que chama de Guiana? Uma colônia pasteurizada denominada “département d’outre-mer”, DOM…

*Reescrevendo o “Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato, para o português, em versão  politicamente correta. Tudo contra a discriminação. A hipócrita politização de tia Nastácia,  uma personagem encantadora.

*A prisão, segundo os juristas, é a restrição da Liberdade. Emocionalmente, é a perda da consciência…

*O mais complicado na democracia é a sua posologia, o modo de usá-la.

*Nada mais pode surpreender ao mais cético dos brasileiros. Estamos na rota de um conflito inevitável, animado pelos extremismos ideológicos no Brasil. Ao sabor de lideranças oportunistas e de frágeis bandeiras ideológicas.

*Conjugação perfeita para a consagração da impunidade: a lentidão da justiça, as múltiplas instâncias recursais e o princípio da prescrição por decurso de prazo.

*Impressiona, no Brasil, como pessoas, tão frágeis de personalidade, caráter e consciência política, possam exercer tanto poder e influência sobre decisões políticas vitais.

*Universidades, igrejas e outras instituições de estrutura familiar serem consideradas, indistintamente, “entidades filantrópicas”, dispensadas de tributação sobre lucros auferidos com suas promissoras atividades é  renúncia fiscal pela qual todos nós pagamos.

*Foi preciso um partido progressista de esquerda chegar ao poder para que a escola  brasileira privada fosse estatizada. Ao invés de privatizar o ensino  público, como todos temiam, o governo fez coisa melhor: estatizou a fazenda privada. O FIEIS drenou para as faculdades e universidades privadas recursos que poderiam financiar o ensino superior público.

*Mesmo sem a figura de um Cromwel à altura, o Congresso pretende exercer um protagonismo que não lhe cabe por nsatureza, embora não falte aos congressistas instinto e gana oportunista para tanto.

*O maior perigo do liberalismo é que entre os liberais  há, sempre, uns mais liberais do que outros…

*Nem os liberais merecem mais confiança. Estão cada dia menos liberais e mais “progressistas” e os progressistas, menos progressistas…

*Todo conservador tende a ser liberal e reacionário ou se transforma em esquerdista, por obra e graça do “centrão”.

*Os partidos políticos continuam, no Brasil, sendo uma extensão de interesses familiares. São, no fundo, empresas de iresponsabilidade ilimitada…

*Não vá o magistrado além da sentença. Juiz não fala, não dá entrevistas, não faz conferências remuneradas, não visita sindicatos, não atende as partes em audiências fora da agenda oficial, não veste a camisa de empresário, não aceita carona em helicópteros. Juiz de primeira ou derradeira instância – prolata sentenças e as sustenta em bom vernáculo. Mata a cobra e mostra o pau.

*É assim mesmo? O parlamentar infringe a lei, constitui advogado e nós pagamos os honorários?

*No Brasil, a prescrição por decurso de prazo ganhou “status” de proscrição de pena…

*De um petista para um bolsonarista: “– Temos que fazer alguma coisa ou o Brasil acabará virando uma democracia”.

*A fake news não tem ideologia. A fake news não tem partido. Tem usuários e financiadores.

*Nunca previmos o advento das redes sociais. Nunca imaginamos que os russos escolheriam o presidente dos Estados Unidos e que Trump negociaria a sua reeleição com os ucranianos. E que o The Intercept seria reconhecido como mídia influente e prova consistente entre juristas eminentes.

*Afirma um visionário progressista, homem de muitas ideias e pouca vontade para as entender, que a gramática é uma excrescência autoritária administrada por burgueses fascistas. A gramática é, do ponto de vista democrático, parte do lixo autoritário e meritocrático de uma sociedade elitista…

*Avaliação das universidades e de faculdades: a complexidade de um processo que não pode ser banalizado como ação publicitária. Nem ser contratado pelos avaliados…

*A festa dos canudos: uma universidade cearense diplomou, em uma única solenidade, 540 doutores, “PhD”s made in Ceará. Harvard que se cuide…

*O Brexit e a maré de migrações: o ajuste de contas dos colonizados em uma abraço desesperado de afogados…

*E por falar nisso, o Braxit é o Brasil deixando de ser Brasil…

*Os governantes e parlamentares, após concluirem um único mandato deveriam ser transformados em eunucos políticos, privados de exercer suas bondades em favor do povo… Impedidos, assim, de se reproduzirem eleitoralmente…

*Diz o decano do STF que o Ministério Público não serve a governos. De fato, magistrados de um modo geral não só não deveriam servir a governos como não deveriam deixar-se dominar pelas ideologias da moda, tampouco cortejar patrocinadores…

*O procurador Aras promete atuar como estadista à frente da Procuradora Geral da República. Menos. Bastará que se comporte como Procurador Geral “da República”…

*No Brasil, a política e os políticos fizeram da burrice moeda de curso forçado. Muitos pensam que é esperteza. Se não for burrice, é, certamente, má fé.

*“Nosso Estado é um Estado de ditadura democrática do povo”. Mao Tsé Tung e a democracia dictatorial…

*Democracia adjetivada é como gasolina aditivada: promete mais potência, mas compromete o motor e ilude os incautos.

*Afirmou um deputado, indignado, em momento de grande arroubo patriótico: “Houveram irregularidades”. As CPIs deveriam recomendar, também, nesses casos, a cassação do mandato por reconhecida “falta de decoro gramatical”…

*Sobre feiúra, beleza e a política. Nós, os feios, nunca reclamamos de nossa condição. Deus fez as criaturas feias e bonitas. Em alguns casos, reconheçamos, Ele exagerou em seus poderes divinos… Nada mais insondável do que a estética celestial.

*O Brasil quase vai a guerra em defesa das lagostas que os pescadores da Bretanha pretendiam servir, ao thermidor,   no Tour d’Argent. Estamos agora correndo o risco de enfrentarmos o poderio colonial francês por uma descuidada declaração de nosso presidente sobre a beleza relativa das mulheres…

*Outrora, os clérigos e os antístites da Cúria Romana  dispensavam mais atenção aos problemas da Igreja. À medida que foram perdendo a fé nas promessas da Salvação, passaram a cuidar com mais devoção das traquinagens terrenas dos homens (e das mulheres) de seu rebanho…

*A ironia pressupõe uma mecanismo receptor mais ou menos sintonizado com a inteligência. A ironia é captada, não é anunciada. É uma foto que não precisa de legenda.

*Alguém tem a minima ideia como são aplicadas na prática as dotações públicas? Na educação, por exemplo?

*Um risco não calculado: para que lado vão os ventos que Bolsonaro sopra?

*Admite-se que Bolsonaro está longe de ser um ideólogo. Como saber, então, quem faz a sua cabeça? A experiência militar, a família ou a fé? Tudo junto ou por partes?

*Direito público para se eleger. Dinheiro público para comer e peraltear. Dinheiro público para vestir e tratar das mazelas do corpo… Ascenço Ferreira teria resposta pronta para essas prosaicas inquietações: “Trabalhar? Pernas para o ar que ninguém, é de ferro”.

*E o Fundo partidário, tão fundo e tão pouco partidário? Pagamos por campanhas políticas caras, pelo caixa dois e se alguém se elege e comete crime, pagamos um advogado para defendê-lo.

* Com presos tão ocupados em tarefas administrativas e políticas, que tempo têm eles para dedicar-se ao cumprimento da sua pena? De celular em punho, comandam as milícias e os empreendimentos estratégicos dos negócios; recebem visitas de personalidades distintas, reunem-se com estrategistas em salas especiais, dita de Estado Maior; dão entrevistas à mídia internacional, recebem admiradoras ativistas, leem as últimas novidades da literatura de auto-ajuda e mergulham no estudo de graves questões metafísicas, a exemplo de Marcola, seduzido pelo encanto do pensamento de Heidegger. Como cumprir sossegadamente a pena que lhes foi prescrita? Há quem sugira que deveriam receber uma bolsa do CNPq.

*O Ministro da Educação vai à guerra, não fica a falar para quem não o quer ouvir. Dá o exemplo: desmonta a gramática e afirma convicções. Enfim, um ministro falando para o povo, com a linguagem do povo. Isso, sim, é democracia…

*Somos um povo criativo, não precisamos de pensadores como Lênine e Trotski para construir o nosso bolchevismo tropical. Nem de um linguista, como Stálin para construir o mais eficiente sistema judiciário do planeta. O que nos atrapalha é essa mania de meter a família nos negócios de Estado…

*Incêndio em uma floresta de fósseis na Sibéria. Não faltará quem atribua o desmatamento criminoso a Gengis Khan…

*Juristas descobriram que, no Brasil, para obter a delação premiada, o delator fala abusivamente, e apresenta muitas provas. Mas não apresenta os recibos das falcatruas, com firma reconhecida em cartório. Mais grave ainda: as delações são feitas antes da defesa do delatado pronunciar-se. Dispõem-se, por essa razão, a dar um trato hermenêutico nessa desvio processual  injustificável, baseado no princípio da ampla defesa. Como princípio não é lei, o STF enrosca-se mais uma vez nas malhas das próprias hesitações.

*Quando os americanos “inventaram” o Panamá estavam, apenas, querendo tornar menos penosa a marinhagem da humanidade para a navegação entre o Pacífico e o Atlântico… Deu para entender a preocupação francesa com a Amazônia?

*O interesse de navegantes franceses pelos índios brasileiros é antigo e carregado de curiosidade científica. Já em 1562, no reinado de Carlos IX, alguns tupinambás foram levados para Paris. Coube a Montaigne o esforço para compreender antropologicamente a nossa cultura selvagem. Não surpreende que Macron tenha suas preocupações. Os nossos tupinambás franceses nunca retornaram ao Brasil. Terminaram metalúrgicos nas indústrias Citroen — e sindicalizados na Mutualité…

*Conselhos federais: o que são, de fato, esses coletivos corporativos e por que há tanto interesse em assegurar a permanência de seus integrantes nomeados nos governos recentes?

*O presidente João Figueiredo, de aliviada memória, indagou certa feita ao seu ministro da educação, Eduardo Portella por que tanta gente pleiteava ser nomeado para o Conselho Federal de Educação — que viria a ser Conselho Nacional de Educação, anos mais tarde. Dadas as explicações, pelo menos as que podiam ser declinadas sem fazer corar a autoridade, confidencia-lhe Figueiredo: “– Ministro, quando eu deixar a presidência, quero ser membro desse Conselho”…

*Dizia um velho gutenberguiano: a imprensa escreve errado com tipos certos…

*Setores militates inquietam-se com a queima na Amazônia: temem pela sorte do Saci perêrê e que o Foro de Porto Alegre denuncie o Brasil por discriminação contra deficientes físicos e minorias étnicas…

*Macron, autor do projeto de “internacionalização” da Amazônia, é um politico um pouco gaullista, um pouco à direita, um pouco à esquerda – um populista, enfim. À française…

*Um país com o passado colonial da França não poderia pretender impor um “estatuto” internacional para fixar regras de preservação da Amazônia. Não por acaso, a França conserva uma ex-“colônia”, fazendo fronteira com o Brasil, a que deu a discreta designação de “département d’outre-mer” — DOM.

*Se Paris tiver que ser ocupada pelas tropas do general Mourão, seguiremos patrioticamente o rastro de Hemingway. Ocuparemos o bar do Ritz e sacrificaremos a cave até à última garrafa de Petrus… Se Edson Nunes não houvesse desistido de seus hábitos de enólogo, convidá-lo-ia para essa perigosa ofensiva de libertação da velha Lutécia…

*Indo as coisas como vão, e para evitar uma confrontação militar com a Legião Estrangeira, só nomeando um dos boys do presidente como embaixador na França.

*A Biblioteca Nacional Mitterand, em Paris, tem os pisos lavrados em mogno da Amazônia. É da índole francesa pisar nas coisas alheias…

*Negócios mais que promissores no Brasi: igrejas, ONGs e partidos políticos… Foi-se o tempo dos cartórios…

*Brasil? Fraude explica, lembrando Millôr.

*A Argentina engatou a marcha à ré. A política, na Argentina, é como letra de tango: há sempre uma tragédia à mostra: mortes, traições e bandoneons.

*Idade é um termo de referência carregado de discriminação. Ou se é muito jovem e, nesse caso, carecemos de juízo, ou se é velho de mais e nos acusam de termos perdido o juízo. Bernard Shaw era um homem sábio. Dizia que a juventude, afortunadamente, era uma doença passageira – e curável.

*No direito brasileiro, vamos caminhando para a suprema sabedoria jurídica: a suspeita é considerada crime, e a denúncia, desrespeito flagrante à ordem pública.

*O Judiciário trava o Executivo e instaura a precedência da retórica jurídica sobre competências indesejadas…

*Nenhum regime preocupa-se mais com a sua legitimidade do que uma ditadura. A uma democracia não basta que seja democrática, é preciso prová-lo. As ditaduras tornam-se democráticas menos pelo cumprimento da Constituição e das leis do que pelos ordenamentos que edita. Os mais eficientes defensores de uma ditadura, ao longo de nossa história, não foram os generais, mas os jurisconsultos. Francisco Campos, Carlos Medeiros, Gama e Silva Alfredo Buzaid são expoentes do realismo jurídico brasileiro. Chico Campos, homem de letras miúdas e graúdas adaptou os Atos Institucionalizadores de Pétain — e deu cara de democracia aos 25 anos do consulado militar de 1964…

*O Ministro Marco Aurélio sugere uma mordaça para o presidente. Mordaça sugerida por um egrégio ministro de derradeiríssima instância não é ironia: é uma tragédia republicana.

*Pensar tornou-se, no Brasil, uma atividade suspeita, insalubre e de alto risco.

*O Brasil está ficando muito chato! As pessoas não conversam mais, disputam certezas inconsequentes.

*Somos todos aratacas!

*O maior receio dos brasileiros é que o governo popular da Bahia boicote o fornecimento do acarajé aos não-baianos; e que o governador Dino, aplicado em demolir as tradições da família Sarney, confisque, por razões de Estado, o arroz de cuxá.

*Os contrários se atraem: o governo Bolsonaro está cada dia mais parecido com os governos Lula/Dilma/Temer. Pela arrogância, pelas trapalhadas verbais e pelas ideias improvisadas… Até pelos filhos…

*No Brasil, governador chama o presidente de mentiroso, o presidente chama nordestrino de “paraíba” e general de “melancia”…

*Se os bombeiros não cuidarem a tempo o governo vai implodir sem que ninguém precise riscar um só  palito de fósforo. Por combustão espontânea. A oposição, à falta de ideias, agradece, e persiste nos velhos jingles.

*A besteira é uma instituição indestrutível no Brasil. Não há bom senso que a vença. Só outra besteira maior.

*A Terra é de fato plana. O Brasil transformou-se no finistério da racionalidade…

*Trágico não é morrer de fome. É sucumbir às próprias desesperanças.

*Lulas e Bolsonaros são fantasias criadas pela ignorância de uns e a esperteza de outros.

*Só devemos ter medo de nós mesmos ou da coragem que nos pode faltar quando o medo nos domina.

*Para onde escapar? De quem escapar? Da direita, da esquerda, da justiça dos homens, das leis que eles fazem ou das tolices que eles dizem? Ou da suprema bondade de Deus?

*O Brasil é prova de que podemos sobreviver a todos os governos. Não foi fácil termos sobrevivido, de Tomé de Souza até aqui. Mas conseguimos.

*Presidentes da República e ministros do judiciário falavam pouco e “pensavam” muito. Com o tempo, passaram a falar muito e a pensar pouco, o que, aliás, não faz qualquer diferença…

*Por deformação professional, como professor, acostumei-me a uma prática intolerável: tentar compreender as ideias dos outros. Hoje, prefere-se discutir convicções alheias.

*De uma garotinha, beirando os 10 anos, ouvindo a conversa de adultos em uma mesa de chope: “Por que eles só falam de pessoas e não de ideias e coisas?”

*E a produtividade parlamentar, quem a avalia?

*A “garota de Ipanema” seria rotulada, hoje, pelas vanguardas da resistência, “burguesinha alienada, coxinha…”

*Pacto entre os Poderes? Em um país de instituições consolidadas, os poderes não firmam “pactos”. Cumprem a Constituição e a lei.

*“Quando Deus quer que as pessoas se percam, primeiro tira-lhes o juízo. (Tradução livre de um texto de Ésquilo, “Prometeu Acorrentado”). E inocula nos mortais a vocação para a política.

*A esquerda é, por natureza, gregária. Seus missionários pensam juntos, atuam juntos – e brigam juntos, cada um solidário com a sua tribo, todos balançando a mesma maraca.

*O que é o The Intercept, qual a sua razão social, de onde provêm os recursos que o sustentam, qual a condição de seus operadores e como vazam sistematicamente as informações  por ele coletadas? E por quanto cobram pela entre do serviço em domicílio?

*O governo não governa e a oposição não quer que o governo governe. Pior ainda quando a oposição quer governar com o governo. Ou o governo quer governar com o apoio da oposição…

*Todo governo fala contra a corrupção. Até um dos seus ser apanhado com a mão na botija.

*Os insultos dos suspeitos de sempre ao carcereiro, aos juízes e às tornozeleiras eletrônicas são a cara da malandragem engravatada, sustentada pela nossa indiferença e alimentada com o nosso voto.

*Atores somos nós, eleitores que não acreditamos no que os políticos prometem, mas lhes damos o nosso voto…

*O que aguenta crítica não é o “couro” grosso de quem a recebe, segundo imagem claudicante do ministro Toffoli. É o bom senso, a honestidade e a firmeza de atitudes de quem é capaz de julgá-los.

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