TJCE firma convênio com STJ para implementar inteligência artificial em seus processos

STJ transferirá ao Tribunal de Justiça do Ceará o conhecimento sobre tecnologias relativas ao modelo de Inteligência Artificial Athos, que servirá de base para implementar no Judiciário cearense de, pelo menos, duas ferramentas com funções semelhantes, que possibilitarão dar celeridade às rotinas de trabalho


Presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargadora Nailde Pinheiro e o ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foto: TJCE

Equipe Focus
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A presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, esteve ontem , 10, em Brasília para assinar um Acordo de Cooperação Técnica com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo objetivo é estabelecer parceria na área de inovação e inteligência artificial para aprimoramento do fluxo de ações judiciais entre as duas instituições. O documento também foi assinado pelo presidente do STJ, ministro Humberto Martins.

Segundo o acordo, o STJ transferirá ao TJCE o conhecimento sobre tecnologias relativas ao modelo de Inteligência Artificial Athos, que servirá de base para implementar no Judiciário cearense de, pelo menos, duas ferramentas com funções semelhantes, que possibilitarão dar celeridade às rotinas de trabalho. O sistema tem a capacidade de analisar a admissibilidade de recursos especiais mesmo antes da distribuição aos ministros. A ferramenta busca auxiliar os tribunais estaduais, agregando iniciativas que potencializam os resultados com significativa redução de custos.

“Fico muito feliz com essa parceria firmada com o Superior Tribunal de Justiça porque representa um grande avanço para o Judiciário estadual. Estamos caminhando cada vez mais para a transformação digital do Sistema da Justiça cearense que, em decorrência, vai impactar na otimização dos serviços prestados à população, sem perder de vista, é claro, o caráter humanizado da nossa Gestão”, afirmou a presidente da Corte, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira.

O Sistema Athos foi desenvolvido pelo STJ para a automação do exame de admissibilidade recursal. Em contrapartida, os tribunais de Segundo Grau devem fornecer informações sobre sentenças e acórdãos produzidos sob sua jurisdição para alimentar o banco virtual de dados do STJ.

*Com informação TJCE