TCU considera ilegal o fornecimento de cloroquina com dinheiro do SUS

O ministro Benjamin Zymler declarou, em seu despacho, que não há comprovação científica de eficácia da cloroquina no uso contra a Covid-19 e que o medicamento só poderia ser fornecido pelo SUS em caso de autorização da Anvisa


Bolsonaro exibe caixa de Reuquinol, medicamento composto de sulfato de hidroxicloroquina. Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Equipe Focus
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O Tribunal de Contas da União (TCU) deu cinco dias para o Ministério da Saúde apresentar explicações após auditoria apontar ilegalidade no uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o fornecimento de cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19.

O ministro Benjamin Zymler declarou, em seu despacho, que não há comprovação científica de eficácia da cloroquina no uso contra a Covid-19 e que o medicamento só poderia ser fornecido pelo SUS em caso de autorização da Anvisa ou de autoridades sanitárias estrangeiras, o que não ocorreu.

“Desta feita, como não houve manifestação da Anvisa acerca da possibilidade de se utilizar os medicamentos à base de cloroquina para tratamento da Covid-19 e tampouco dos órgãos internacionais [quatro autoridades sanitárias estrangeiras previstas em lei] antes mencionados, verifica-se não haver amparo legal para a utilização de recursos do SUS para o fornecimento desses medicamentos com essa finalidade”, afirmou o ministro.