Tasso diz que Governo Bolsonaro não é de coalizão, mas sim de “cooptação escancarada”

O senador aproveitou fala em defesa da candidatura de Simone Tebet (MDB) à presidência do Senado para atacar também o PT.


Senador Tasso Jereissati. Foto: Divulgação

Equipe Focus
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O senador Tasso Jereissati (PSDB) aproveitou para atacar o presidente Jair Bolsonaro enquanto fez a defesa da candidatura de Simone Tebet à presidência do Senado. “Estamos vendo um retrocesso. O presidente Bolsonaro se elegeu com a bandeira da tal nova política, se opondo ao que chamava de velha política, dizendo que mudaria os hábitos. No entanto, eu acho que isso já aconteceu, mas desta vez está acontecendo de uma maneira mais escancarada: não é um governo de coalizão, é de cooptação escancarada”, disse.

A cerca da senadora, o tucano, que se mantém como uma mais relevantes referência do Congresso, a considera uma parlamentar “independente, sem padrinho, capaz de enfrentar esse momento dificílimo que estamos vivendo”. Contudo, pontuou que o lançamento da candidatura de Simone Tebet foi um processo demorado.

“Infelizmente, no nosso meio parlamentar, a cooptação por parte do governo e dos poderes constituídos, presidentes do Senado e do Câmara, é muito forte. O poder de cooptação é muito grande. Isso não é de agora. É uma luta bastante difícil a da Simone, mesmo que ela tivesse começado a campanha mais cedo. Mas é uma luta possível. Tenho sentido uma opinião pública cada vez mais preocupada com o que está acontecendo no Brasil. Nunca foi tão importante uma eleição na Câmara e no Senado, por essa questão institucional”. 

O tucano não deixou de soltar farpas contra o PT: Temos o PT apoiando o candidato do Bolsonaro no Senado. Que coisa mais estranha? Isso tem a ver com ideologia? Essa coalizão, que existia no passado, era mais cheia de pudor. Agora, nós passamos para uma cooptação descarada. Os políticos não escondem mais que é cooptação pura e simplesmente. Quando vemos o PT votando no candidato do Bolsonaro, insisto, tem alguma coisa muita estranha nessa política. Eu não tenho a solução. A solução de sempre seria uma reforma política, um parlamentarismo com voto distrital.”