Tasso não quer que CPI da COVID-19 seja usada para inflamar impeachment contra Bolsonaro

Tasso justifica seu posicionamento usando os prazos de duração de uma CPI e das etapas do processo de impeachment.


Senador Tasso Jereissati. Foto: Divulgação

Equipe Focus
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O senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) afirmou, nesta segunda-feira, 3, que não defende a tese de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19 pode ser usada para inflamar um possível processo de impeachment contra o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

Tasso justifica seu posicionamento usando os prazos de duração de uma CPI e das etapas do processo de impeachment, que são de seis meses para ambos.

“Daqui a um ano, estaremos em momento eleitoral e não se justificaria”, disse. Para o senador, a comissão deve focar em apurar as irregularidades na gestão da pandemia do novo coronavírus.

O nome do ex-governador do Ceará tem sido ventilado para disputar as prévias do PSDB para a Presidência da República. Já há, inclusive, movimento nas redes sociais. Tasso é visto por parte dos analistas políticos, como o Biden Brasileiro.

Após o senador admitir pela primeira vez a disposição de disputar as prévias do PSDB, marcadas para outubro, grupos de mensagens da sigla começaram a fazer circular uma sugestão de slogan do possível candidato a presidente da República, em uma junção das palavras Presidente com Tasso, formando o termo “PresidenTasso”.

Tasso Jereissati afirmou, ainda que não descartaria composições, incluindo o próprio Ciro Gomes (PDT), a quem direcionou elogios. “Há uma possibilidade de que o desprendimento seja uma palavra de ordem de todos os candidatos”, afirmou.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que não há a menor possibilidade de seu partido fazer aliança com Tasso Jereissati.