Tasso diz que quer ficar com netos e sugere que não disputará novas eleições

"Não vou disputar. Estou com 72 anos, quero ficar com minha família. Tem uma hora que a gente tem que parar”, disse o senador.


Tasso pode deixar as disputas políticas, mas já é capítulo importante da História do Ceará.

Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Concretizando uma expectativa de observadores da política e de muitos interlocutorees do senador, o tucano Tasso Jereissati já admite que não vai seguir na tese de sua pré-candidatura a presidente da República pelo PSDB. “Não vou disputar. Estou com 72 anos, quero ficar com minha família, com meus netos. Tem uma hora que a gente tem que parar”, disse o tucano à coluna do jornalista Igor Gadelha, do site Metropoles.

Nos próximos dias, o senador deverá se posicionar acerca das prévias do PSDB. O jovem governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, é apontado como o preferido para receber o apoio do cearense. Leite poderia optar pela candidatura à reeleição no seu Estado, que, por tradição, não reelege seus governadores e nem seus prefeitos da Capital, Porto Alegre.

O que não se sabe ainda é se Tasso, ao declarar que chega a hora de parar, está falando também sobre deixar as disputas eleitorais de forma geral. Afinal, poderia tentar o terceiro mandado de senador.

A posição do senador em 2022 também tem grande importância no Ceará. Pelos posicionamento até aqui, é provável que o PSDB componha a aliança com o PDT. O intervalo de rompimento entre Tasso e Ciro Gomes durou de 2010 a 2018. Já no final de 2018, movimentos de Cid Gomes quebraram o gelo e provocaram a reaproximação dos dois mais importantes líderes políticos do Ceará nos últimos 30 anos.

O possível apoio de Taso à Ciro Gomes, repetindo atitude adotada em 2002, serviria para agregar valor de credibilidade à candidatura presidencial do pedetista.

 

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.