Tasso diz que postura do Governo Federal é “desastrosa” e chama Capitão Wagner de “homem bom”

Senador elogiou a questão do auxílio emergencial, mas foi incisivo na falta de coordenação para a vacinação contra a COVID-19. Ainda elogiou Capitão Wagner


Senador Tasso Jereissati. Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

O senador Tasso Jereissati avaliou como “desastrosa” a postura do Governo Federal em relação à vacinação contra a COVID-19 no País.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o tucano elogiou a questão do auxílio emergencial, afirmando que trouxe resultados.

Por outro lado, o Governo Federal também falhou de uma maneira lastimável no combate à pandemia. Se agiu com eficiência com o auxílio emergencial, no combate à pandemia falhou de uma maneira desastrosa e irresponsável. Falhou quando não estimulou o distanciamento social, que é fundamental para o controle da pandemia, para diminuição de internamentos, diminuição de mortes. Falhou quando não acreditou na gravidade da pandemia, chamando de gripezinha. Falhou quando atrasou de uma maneira dramática a questão da vacinação. É um governo extremamente desastrado nessa questão, fora em outros problemas na área econômica que nós passamos a viver”.

Também ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro “imita” o estadunidense Donald Trump, especialmente na intenção de substituir o voto eletrônico.

“O presidente Bolsonaro está fazendo a mesma coisa, só que, ao invés de usar o voto pelos Correios, ele está dizendo que, se houver o voto eletrônico, vai ter fraude. E ao mesmo tempo, está anunciando que não vai aceitar. Enfim, ele está seguindo a referência do Trump. Por conta disso, nós precisamos estar num sinal de alerta enorme, para que as nossas instituições, as nossas eleições de 2022, sejam preservadas na sua clareza e plenitude a qualquer custo”.

Lembrou que a decisão de apoiar a chapa de José Sarto foi “acertada”. No entanto, declarou que Capitão Wagner é um “homem bom”, mas estava do lado de um grupo que tem uma visão “extremista”.

É um bom homem, mas estava aliado a um grupo político nacional que tem uma visão extremista do País, que me assusta e não me dava conforto de se fazer aqui um ponto de apoio à reeleição de Bolsonaro”.