Susto em Fortaleza e fadiga de material fazem PDT se mexer como nunca

Leitura: o quadro político do Ceará impõe que os movimentos sejam antecipados. Ou melhor, a coisa não está fácil como podem imaginar os desavisados.


Olhando pra frente e com as lições do passado, Cid Gomes conduz encontro do PDT em São Benedito.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

O susto do PDT com o resultado final da eleição para prefeito de Fortaleza em 2020, com uma vitória de margem apertadíssima, algumas derrotas em municípios chave (como Caucaia), unidos à natural fadiga de material de quem está há tanto tempo no poder, impôs uma mudança crucial na caminhada da sigla para a disputa pelo Governo em 2022.

Não é à toa a série de 12 encontros regionais que a sigla iniciou em setembro passado. Na prática, os encontros servem para arregimentar as forças, promover coesão política e, ao fim das contas, expor os potenciais nomes da sigla tanto para o conjunto do partido quanto para o público.

Quem conhece o histórico da força política que hoje habita o PDT sabe bem que não se trata de algo usual quando falta tanto tempo para a definição das candidaturas. Leitura: o quadro político do Ceará impõe que os movimentos sejam antecipados. Ou melhor, a coisa não está fácil como podem imaginar os desavisados.

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.