Sindicato das escolas particulares e Governo do Estado discutem retorno das aulas presenciais no Ceará

A expectativa da entidade é que uma possível flexibilização seja mostrada já no próximo decreto estadual


“Convocação” realizada por pais de alunos de escolas particulares na semana passada. Foto: Divulgação

Átila Varela
atila@focus.jor.br

A pressão pelo retorno das aulas presenciais fez com que a entidade que representa as instituições de ensino, o Sindicato das Escolas de Educação e Ensino da Livre Iniciativa do Estado (Sinepe), se reunisse com o Governo do Ceará.

“Em um ambiente de diálogo foi possível fazer conhecidos os pleitos das escolas, instituições de ensino superior, alunos e seus familiares neste momento delicado da condução de ações de prevenção e contenção da pandemia”, disse em nota o Sinepe.

No encontro, ocorrido nesta quinta-feira, 25, participaram o secretário-executivo de Planejamento, Flávio Ataliba e reitor da UFC, Cândido Albuquerque.

A entidade mantém a esperança do retorno das atividades. “Confiamos que o Comitê (de enfrentamento da) COVID irá tomar as melhores decisões para o próximo decreto estadual, levando em consideração o benefício do ensino presencial para a saúde emocional de crianças e jovens e a necessidade de pais e mães contarem com um espaço seguro para seus filhos durante os seus dias de trabalho”, destacou.

Protestos

O momento do encontro não podia ser outro. Impactados com o novo decreto estadual que suspendeu as atividades, pais, alunos e dirigentes de escolas privadas de Fortaleza protestaram na semana passada.

Tradicionais colégios de Fortaleza, como o Christus e o 7 de Setembro, apoiaram os protestos de pais e alunos. “O governador, sem conversar com as escolas proibiu as atividades presenciais de todos os alunos acima de 3 anos. Entendemos que é necessário manifestar insatisfação”, reclamou na semana passada o diretor do Colégio 7 de Setembro, Henrique Soárez.

A diretora geral do Colégio Christus, Raquel Eisele, falou em vídeo que os pais são os que mais sofrem com a situação dos alunos. “Precisamos ser ouvidos. Para que a saúde aconteça, é preciso que a educação prevaleça”, ressaltou.

Também circulou nas redes sociais e grupos de pais de alunos de escolas fotos das manifestações contra a suspensão das aulas presenciais. Uma delas mostra mães em frente à Secretaria de Saúde do Ceará segurando cartazes com os dizeres: “Lockdown de escolas não é ciência, é crime!”.