“Sergio Moro é um canalha”, dispara Ciro

Ex-ministro também criticou o general Augusto Heleno e Bolsonaro


Foto: Reprodução

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

O ex-ministro Ciro Gomes disparou mais uma vez contra o ministro da Justiça, Sergio Moro. Segundo ele, Moro “é um canalha, não é nada de mais, nada menos do que isso”. Em entrevista pelo portal Gaúcha ZH, Ciro também criticou o general Augusto Heleno e Bolsonaro.

Abaixo, trechos da entrevista:

Moro
“Moro é um herói com pé de barro, em processo de desmoronamento. Ele condena um político, depois sai da magistratura para ser ministro do político que ganhou a eleição, porque o outro não participou. Isso faz do Brasil uma República de bananas. Sergio Moro é um canalha, não é nada mais, nada menos do que isso. E um dia as pessoas vão ver.”

Ao ser questionado sobre algum arrependimento da última eleição
“Não. Estava numa encruzilhada, já percebia que o antipetismo era muito forte, mas não tinha percebido que era a força dominante. Normalmente, as pessoas votam pelo positivo. O cara que esculhamba não é quem ganha normalmente. Desta vez, o povo votou para negar. Me surpreendeu. Esse babaca desse (Augusto) Heleno, que pensei que seria uma figura diferente, é um merda também. Imagina um quilo de cocaína no avião do presidente e não cai nem o chefe do (Gabinete de Segurança Institucional) GSI? No meu Governo, o ministro estaria demitido na hora.”

Bolsonaro
“Seis meses é pouco para estabelecer sentença definitiva sobre o Governo. Tanto mais, a herança que recebeu é macabra. O desmonte do Brasil começa com Dilma (Rousseff) e se aprofunda com (Michel) Temer. Agora, já é possível afirmar que Bolsonaro, eleito com 57 milhões de votos, teria força para fazer qualquer coisa. Mas dissipou isso por despreparo, por lhe faltar projetos e por cair na mão de um governo heterogêneo. O primeiro grupo fica ao redor do Paulo Guedes e impõe a Bolsonaro um diagnóstico estrutural completamente equivocado.

O segundo são os militares que, para minha vergonha e constrangimento, estão violentando questões nacionais, como a negociata da Embraer, o acordo entre Mercosul e União Europeia e o esquartejamento da Petrobras. Não tenho nada contra privatização, falo de descuido estratégico que vai comprometer. O terceiro grupo é o da ‘praça da alegria’, e os mais lesivos desses doidos são os ministros da Educação e das Relações Exteriores.”