Rodrigo Maia defende quebra do monopólio da Caixa na gestão do FGTS

"O dinheiro do FGTS tem de ser administrado de forma que dê a maior rentabilidade possível para o trabalhador", disse o presidente da Câmara dos Deputados.


Equipe Focus*
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu a quebra do monopólio da Caixa Econômica Federal na gestão do FGTS, fundo mantido com dinheiro que pertence ao trabalhador, mas que é controlado pelo banco estatal a baixos rendimentos. “Se a gente quer beneficiar o trabalhador, ou vamos quebrar o monopólio, ou a Caixa precisa se adequar ao mundo real”, declarou.

O tema está em discussão na comissão especial que analisa a Medida Provisória 889/19, que trata sobre regras de saque dos recursos. O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) preparou um relatório que, segundo especulações na Casa, quebra o monopólio da CEF. O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que, se o Congresso aprovar a mudança, ele deve vetá-la.

Maia disse que a Caixa Econômica remunera mal os recursos do FGTS, o que acaba prejudicando o trabalhador, que tem taxas baixas de retorno e alta taxa de administração. “O dinheiro do FGTS tem de ser administrado de forma que dê a maior rentabilidade possível para o trabalhador. Então o que nós queremos discutir é se monopólio da Caixa vem gerando prejuízo ao trabalhador”, explicou.

Na avaliação de Maia, a Caixa tem dado prejuízos na remuneração do FGTS há pelo menos 12 anos. “Se a gente quer beneficiar o trabalhador, ou vamos quebrar o monopólio, ou a Caixa precisa se adequar ao mundo real”, afirmou.  Sobre o possível veto presidencial, Maia disse que ele faz parte do ciclo democrático. “Não há problema o governo ter divergências com Parlamento. Isso é da democracia”, disse.

*Com informações da Agência Câmara