Presidente do TSE, parlamentares e especialistas em saúde concordam em adiar as eleições 2020

Em se confirmando a alteração do dia da eleição, para ser dividida em duas etapas, o TSE vai ter um gasto extra de cerca de R$ 180 milhões


Imagem da videoconferência entre o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barros, com os presidentes da Câmara dos Deputados, Senado Federal e especialistas em saúde.

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, se reuniu com os representantes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia,  e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, juntamente com especialistas em saúde para tratar sobre o adiamento das eleições 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus. Na reunião, já há um consenso sobre a realização das eleições em outra data, jogando o pleito para algumas semanas para frente. O encontro aconteceu na manhã de ontem, 16, por meio de videoconferência.

Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE,  “esse foi um encontro interessante entre ciência, direito e política com a proposta de encontrarmos a melhor solução para o país”. No caso, Barroso destacou que caberá ao Legislativo deliberar pela mudança no calendário eleitoral deste ano, conciliando assim as demandas da saúde pública com a democracia. Participaram também da videoconferência,  o vice-presidente da Corte eleitoral, ministro Edson Fachin, renomados médicos e cientistas como David Uip; Clovis Arns da Cunha; Esper Kallás; Ana Ribeiro; Roberto Kraenkel; Paulo Lotufo; Gonzalo Vecina; e Atila Iamarino e diversos líderes partidários das duas Casas do Congresso Nacional.

Entre os participantes, houve um consenso pelo adiamento do pleito por algumas semanas, garantindo que seja realizada ainda este ano, em data a ser definida pelo Congresso Nacional com base em uma janela que varia entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro.

Para o médico David Uip, por exemplo, pontuou que o Brasil é um país continental e, por essa razão, a doença se manifesta de forma heterogênea dependendo de cada região. Entre as sugestões apresentadas para além do adiamento do pleito, há a possibilidade de horários estendidos para a votação, definição de horários específicos para população vulnerável, treinamento e simulação sobre medidas de higiene para todos que vão trabalhar e aumento dos locais de votação para evitar aglomerações.

Barroso destacou que o objetivo maior da reunião foi de colher informações técnicas e científicas a respeito do adiamento. Segundo ele, o ideal é que essa definição seja feita até o dia 30 de junho, em virtude do calendário eleitoral. Ele falou da possibilidade de criação de uma cartilha de orientação para eleitores e mesários sobre como se comportar no dia da votação. Em se confirmando a alteração do dia da eleição, para ser dividida em duas etapas, o TSE vai ter um gasto extra de cerca de R$ 180 milhões, afirmou o ministro Luís Roberto Barroso. Os custos são relativos à alimentação de mesários e à atuação de militares para garantir a segurança das urnas nos locais de votação de um dia para outro, por exemplo.

*Com informações TSE

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