Presidente da Abrasel-CE reprova Lei Seca no dia das eleições: “Não teve em 2020 e foi tudo normal”

Quem não respeitar a proibição pode ser preso em flagrante por desobediência e descumprimento de ordens da Justiça Eleitoral


Foto: Reprodução/Prefeitura de Fortaleza

Equipe Focus
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Nove estados brasileiros informaram que vão anular a venda de bebidas alcoólicas no dia das eleições para evitar perturbações. Acre, Amazonas, Ceará, Roraima, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e Tocantins anunciaram a proibição. Taiene Righetto, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-CE), no entanto, lamenta que tenha esse retorno da Lei.

“Em 2020 não houve Lei Seca e foi tudo normal, as pessoas saíram e teve faturamento normalmente, todo mundo seguiu sua vida”, explicou. “Agora com essa decisão, o bar, o restaurante, a lanchonete, a barraca de praia, que já pagaram a maior conta por causa dessa pandemia, vão ter um prejuízo muito grande”, argumentou.

“A gente perde, pelo menos, 50% do faturamento quando se tem Lei Seca. E o efeito disso para segurança é muito pequeno, na verdade. Não se consegue fiscalizar tudo, as pessoas que querem consumir, vão consumir. Não tem efetivamente uma segurança que se prega.  Mais uma vez, a gente vai ter que pagar uma conta alta sem necessidade”, explicou Taiene.

Quem não respeitar a proibição pode ser preso em flagrante por desobediência e descumprimento de ordens da Justiça Eleitoral.

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