Preparação fiscal das empresas para a Black Friday; 46% da população residente no Ceará planeja gastar mais de R$ 1 mil durante o período

Em épocas onde existe uma maior movimentação no comércio é necessário estar atento à questão fiscal


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Equipe Focus
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O e-commerce brasileiro foi um dos segmentos que apresentou aumento expressivo no ano de 2022, crescendo 4,36% em comparação a 2021. Os dados, divulgados pelo Neotrust, mostram o impacto do comércio eletrônico no Brasil. Com a Black Friday chegando, estar atento aos novos hábitos de consumo é essencial para alcançar melhores resultados.

Tradição que veio dos Estados Unidos, a Black Friday caiu no gosto dos brasileiros e deve ser a principal responsável por movimentar o comércio neste mês de novembro. Uma pesquisa realizada pelo Mercado Livre e Mercado Pago revelou que 46% da população residente no Ceará planeja gastar mais de R$ 1 mil durante o período promocional, que acontece oficialmente na próxima sexta-feira, 25 de novembro.

Apesar de trazer muitas oportunidades de venda, essa época pode ser desafiadora para inúmeros empresários. Afinal, além de acertar nas estratégias de venda e oferecer descontos reais, ainda é preciso estar atento às questões fiscais. Para isso é necessário que se execute um planejamento estratégico com o objetivo de evitar punições posteriores.

Neste artigo você vai conferir 3 dicas imperdíveis para auxiliar no sucesso da sua Black Friday, direcionamentos que também podem ser aplicados para além desse período com um maior volume de venda. Quem fornece as informações é o consultor tributário Jocelito Santos. Confira!

1. Modernize-se
Digitalizar a maior parte dos processos é um passo importante para não perder o controle das entradas e saídas de valores. Fuja do controle manual de informações e, se possível, aposente o caderno de anotações. As movimentações da sua empresa precisam ser sistematizadas. Com um método moderno é possível evitar erros nas tributações e agilizar processos, além de comunicar as vendas de forma instantânea com o fisco por meio da NF-e, NFS-e, NFC-e e CT-e.

2. Controle as notas fiscais
Um erro que pode ser desastroso é não ter controle das notas fiscais. Todas as quantidades e produtos que nela aparecem devem conversar com a realidade da sua empresa. Lembre-se, emitir notas falsas é crime previsto no Art. 172 do Código Penal. Além disso, para abastecer o seu comércio, sempre exija nota fiscal. Apenas com ela será possível provar a sua compra e emitir um comprovante para o futuro comprador. A não emissão de notas para o consumidor pode gerar multa e outros encargos para a empresa.

3. Adequação de valores
A venda dos seus produtos deve seguir a lógica dos tributos, só efetue a venda de um determinado bem por um valor que cubra, pelo menos, o custo dos impostos pagos por ele. Dessa forma, você evita problemas no final do mês quando os valores chegarem. Sendo assim, a precificação dos produtos é um ponto primordial para qualquer negócio, pois nenhuma empresa quer sair no prejuízo nas compras de final de ano.

Além dos pontos levantados, o consultor tributário, Jocelito Santos, ainda dá uma dica extra para esse período do ano. “Armazene os seus arquivos de notas fiscais, seja de forma física ou digital, pois a lei obriga a empresa a ter, ao menos, 5 anos de armazenamento para cada uma delas. Essa orientação é válida para todas as épocas do ano. E, para as empresas que oferecem prêmios de compra e cashback, é ainda mais importante ter atenção para as questões tributárias.”, aconselha o especialista