Praia do Preá: grupo vai construir hotel-boutique de R$ 285 milhões

O sistema de hospedagem estará baseado em duas principais tipologias: residencial e hoteleira, ambas idealizadas para atrair um público apaixonado por esportes radicais e natureza. Ao todo, são 515 mil metros quadrados de área próximos à Praia do Preá, no município de Cruz


Átila Varela
atila@focus.jor.br

O Litoral Oeste do Ceará continua atraindo novos empreendimentos. A prova é o hotel-boutique Vila Carnaúba na Praia do Preá, no município de Cruz, concebido pela Flow City Brasil Empreendimentos Imobiliários. Os responsáveis pelo projeto de R$ 285 milhões (aproximadamente US$ 50 milhões) são empresários brasileiros de diferentes formações e de perfis multidisciplinares, dentre eles os arquitetos Miguel Pinto Guimarães e Sergio Caldas, e o advogado cearense Eduardo Juaçaba.

O sistema de hospedagem estará baseado em duas principais tipologias: residencial e hoteleira, ambas idealizadas para atrair um público apaixonado por esportes radicais e natureza. Ao todo, são 515 mil metros quadrados.

Ele é inspirado nos modelos de vilas dos Estados Unidos, visando atrair praticantes do kitesurf, mas também quem quer fugir da cidade grande e aproveitar para trabalhar ao melhor estilo “pé na areia”. A estimativa é da geração de mais de 500 empregos.

“Com inserção ancorada em uma pequena comunidade de pescadores, o projeto do complexo brasileiro – baseado em um planejamento urbanístico de lenta implantação que preza pela integração da população flutuante com a local – é, em síntese, o de uma vila de caráter sustentável. Mantendo o mangue, a vegetação, as dunas, as lagoas, a arquitetura se encaixa nas manchas existentes como forma de contemplação e respeito a esta área fundamental para a manutenção da flora e da fauna nativas”, detalha o projeto. Haverá ainda um grande espaço de coworking.

Na parte da arquitetura, o projeto obedece o conceito oriental wabi-sabi, que valoriza as imperfeições acolhe o envelhecimento dos materiais naturais. O empreendimento usará palha de carnaúba, madeira, bambu, linho e fibras naturais fornecidos por empreendedores das redondezas.

Além dos insumos, mão de obra regional e artesãos locais devem participar da construção do início ao fim.

Abaixo, outras imagens do empreendimento: