Pfizer diz a senadores que não aceita condições de Bolsonaro para vender imunizante ao Brasil

A Pfizer quer e que o governo dê garantias de pagamento, renunciando à soberania de seus ativos no exterior e constituindo um fundo garantidor e que qualquer litígio com o governo brasileiro seja resolvido em uma Câmara Arbitral de Nova York


Vacina da Pfizer. Foto: JOEL SAGET / AFP.

Equipe Focus.Jor
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Em reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), nesta segunda-feira, 22, a Pfizer afirmou que não aceita as exigências feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para vender sua vacina contra covid-19 ao país.

A Pfizer quer e que o governo dê garantias de pagamento, renunciando à soberania de seus ativos no exterior e constituindo um fundo garantidor e que qualquer litígio com o governo brasileiro seja resolvido em uma Câmara Arbitral de Nova York.

Além disso, a farmacêutica exige que o governo brasileiro se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos da vacina desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial e temporário. Isso causou um impasse entre a Pfizer e o Ministério da Saúde.