O PT discute candidatura própria ao Senado: entre a tática e a estratégia

PT realiza Encontro de Tática Eleitoral. Segundo Wanderley Filho, o nome do encontro é "sugestivo"


Xadrez

(FOTO: Eigenberg Fotografie/Flickr/Creative Commons)

O PT do Ceará realiza no próximo dia 28 o Encontro de Tática Eleitoral, quando 300 delegados deverão aprovar os nomes de Lula como candidato à Presidência, Camilo para a reeleição ao governo estadual, candidatos a deputado e, por fim, se terá um candidato ao Senado.

De tudo isso, a grande indefinição está relacionada ao Senado. O site Focus.Jor informa que a ex-prefeita Luizianne Lins defende candidatura própria, enquanto o governador Camilo Santana quer ceder a vaga na chapa ao aliado Eunício Oliveira, do MDB.

O nome do encontro é sugestivo. Tática é um movimento de curto prazo que junto a um conjunto de ações integra um plano maior, a estratégia. Na política, para complicar, diferentes estratégias podem interagir ou colidir, a depender dos interesses nacional e estaduais, por exemplo, dos partidos.

No caso do PT cearense, pode ser que a divisão seja apenas jogo de cena para legitimar a aliança, formal ou informal, com Eunício; pode ser um lembrete de que as instâncias partidárias cobram lealdade a Lula; pode ser uma justificativa das lideranças locais para disfarçar, perante a Executiva Nacional, a liderança política do PDT no processo eleitoral; e por último, pode ser um ato de rebeldia frente ao centralismo do comando nacional.

O sucesso da tática depende dos objetivos da estratégia.

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