O que explica Elcio Batista no pouco influente Iplanfor?

Todos os outros membros da equipe de transição foram nomeados para cargos de grande relevância na gestão


O prefeito de Fortaleza, Sarto Nogueira, e seu vice, Elcio Batista. Foto: Balada IN.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Ninguém sabe ao certo as circunstâncias que cercaram a trajetória mais recente do vice-prefeito Elcio Batista (PSB). De chefe da Casa Civil do Governo de Camilo Santana, passando por uma candidatura a vice-prefeito com postura de protagonista, continuando como ativo membro da equipe de transição até ser encaixado por José Sarto (PDT) no pouco influente Iplanfor, a autarquia que tem como objetivo realizar pesquisas e monitorar políticas públicas.

O mercado político identificou nos movimentos de Batista intenções muito mais eloquentes do que o cargo que lhe foi disponibilizado. Entre outras coisas, o fato sinaliza que o governador Camilo Santana (PT) não pediu a Sarto nada significativo a favor de seu ex-braço direito no Governo. Diga-se que a vice já é relevante por si só e sinaliza fortalecer a aliança nacional com o PSB pretendida e articulada pelo PDT.

Atentem que todos os outros membros da equipe de transição foram nomeados para cargos de grande relevância na gestão. A saber: Samuel Dias para a Infraestrutura, Marcelo Pinheiro para Orçamento e Gestão, Ferrucio Feitosa para a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos e Renato Lima para a Secretaria de Governo.

Em 29 de novembro, logo após a contagem dos votos, cercado de amigos em um restaurante da cidade, Elcio Batista comemorou a vitória com discurso e a seguinte palavra de ordem: “Sartélcio, Sartélcio…”.

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.