O novo coronavírus e os privilégios, por Gabriel Brandão

"Independentemente de ideologia político-partidária, a luta para minimizar as fortes consequências dessa grave crise é de todos nós"


Gabriel Brandão é advogado, sócio da Newton Padilha & Gabriel Brandão Advogados, 2º vice-presidente da Comissão de Acesso à Justiça da OAB/CE, diretor da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas do Ceará.

Gabriel Brandão
Post convidado

É público e notório que estamos vivenciando, certamente, o momento mais crítico da humanidade nesse Século XXI, com o surgimento da pandemia causada pelo novo coronavírus, de origem chinesa. Tal quadro tem exigido medidas duras, mas necessárias, a serem tomadas pelo Estado e pela população com a finalidade de conter o avanço dessa doença severa e até mortal em determinados casos.

Contudo, além da saúde pública, a economia nacional será severamente afetada, com a queda abrupta de compra e venda de bens e serviços em geral, fato que requer, igualmente, especial atenção do ente Público, com adoção de políticas efetivas para amenizar a pesada recessão vindoura.

Com efeito, é necessário a criação de certas iniciativas com essa finalidade, a começar pelas autoridades e parlamentares, reduzindo seus próprios altos salários e acabando com as regalias e privilégios imorais e incompatíveis com o atual momento. Seria inadmissível cogitar manter verbas desnecessárias como, por exemplo, auxílios paletó, telefonia e serviços postais, na medida em que a grande massa trabalhadora sofre com o cortes de salários e demissões em massa, o que coloca em risco a própria subsistência básica.

Ademais, com a devida alteração legislativa, é imprescindível também que se destine o chamado “fundão partidário e eleitoral”, em sua integralidade, para combater os efeitos gravosos do Covid-19, dando um direcionamento mais eficaz a esses recursos, que, até então, servia somente para sustentar uma elite política milionária.

Independentemente de ideologia político-partidária, a luta para minimizar as fortes consequências dessa grave crise é de todos nós, mas as autoridades do país, sobretudo, precisam urgentemente dar o exemplo. Só assim, entre mortos e feridos, vamos sobreviver e vencer mais essa dura guerra!