‘Não há legitimidade popular para eventual golpe’, diz Alckmin em sabatina

Alckmin disse também que acredita no profissionalismo e na seriedade das Forças Armadas. "Forças Armadas são cumpridoras da Constituição. A democracia no Brasil vem sendo provada e está se mostrando bastante sólida. Aliás, golpe é crime. Você pode divergir, mas não atentar contra a lei maior do País", disse o ex-governador paulista


Foto: Estadão

Equipe Focus
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O ex-governador de São Paulo e atual candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB), disse que não acredita em um eventual golpe do presidente Jair Bolsonaro (PL) em caso de vitória da chapa petista. “É difícil o perdedor dar golpe. Não acredito muito nisso. Acho que tem muito blefe para justificar possível insucesso eleitoral”, afirmou Alckmin nesta quinta-feira, em sabatina realizada pela Folha e UOL.

Alckmin disse também que acredita no profissionalismo e na seriedade das Forças Armadas. “Forças Armadas são cumpridoras da Constituição. A democracia no Brasil vem sendo provada e está se mostrando bastante sólida. Aliás, golpe é crime. Você pode divergir, mas não atentar contra a lei maior do País”, disse o ex-governador paulista.

Na avaliação de Alckmin, não há “legitimidade popular” para golpe. “Se tiver movimento na rua, será para tirar Bolsonaro. Não terá movimento para corromper”, afirmou, para em seguida avaliar ser importante respeitar os mandatos.

Alckmin também atribuiu a escalada da violência política ao presidente Bolsonaro e disse esperar que não haja novos episódios. “Isso é a antipolítica. Política não é mata-mata. Acho que muito disso vem da forma que o presidente Bolsonaro se comporta. O presidente da República deveria dar o entendimento”, afirmou, acrescentando que o estímulo ao divisionismo estimula as pessoas a cometerem atos “obscuros”.

Agência Estado