Prefeitura não faz a “Katia” e deixa os cidadãos de “picumãs” arrepiados

A postagem da Prefeitura de Fortaleza motivou muitas críticas de cidadãos que não ficaram "à egípcia" e se sentiram "bege"


Equipe Focus
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Uma das 90 questões do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018) exigiu que os candidatos fossem capazes de reconhecer qual a característica necessária para que o patrimônio linguístico de um grupo social possa ser considerado um dialeto. No item, os elaboradoras da prova usaram como exemplo o pajubá, conjunto de expressões associadas aos gays e aos travestis (e também relacionado às drags). 

A Prefeitura de Fortaleza entrou na onda e publicou em suas redes sociais alguns termos do “patrimônio linguistico” de gays, travestis e drags. Pelo visto, o entendimento municipal é que os adolescentes que cursam o nível médio e se preparam para a dura prova do Enem devem também estudar a língua praticada nas ruas por um ou outro grupo social.

Em sua postagem, a Prefeitura escreveu o seguinte: “Separamos algumas expressões e frases vindas do universo LGBT. Fique informado e saiba como lidar com essas expressões caso as encontre em seu caminho ou na prova do Enem. Entender esse pajubá vai fazer a diferença”.

Focus.jor acredita que a linguagem de grupos sociais pertence aos grupos sociais. No referido caso, certamente os estudantes não estão obrigados a conhecer os termos usados no cotidiano dos cidadãos que, com toda a liberdade e de acordo com a orientação sexual preferida, escolhe formas de expressão específicas.