Mudança no comando do BNB eleva temperatura nos bastidores de Brasília

O estatuto do banco obriga a saída do atual presidente, Romildo Rolim. Pelo documento, integrantes da Diretoria Executiva podem ficar na função por no máximo três mandatos consecutivos de até dois anos cada. Esse ponto é corroborado pela Lei das Estatais, que teve Tasso Jereissati como seu relator.


Anderson Pena, atual diretor de Planejamento do BNB cotado para a presidência da instituição, mas como interino.

Por Fábio Campos
fabiocampos65@gmail.com

São intensas as negociações nos bastidores visando a substituição de Romildo Rolim na presidência do Banco do Nordeste. Até figuras de proa do Palácio do Planalto estão diretamente envolvidas nas conversas. A julgar pelas articulações ocorridas até a noite desta terça-feira, o atual diretor de Planejamento da instituição, Bruno Pena, deve ser indicado como presidente interino até que se encontre uma solução definitiva.

Pelo que o Focus apurou, o estatuto do banco obriga a saída do atual presidente, Romildo Rolim. Pelo documento, integrantes da Diretoria Executiva podem ficar na função por no máximo três mandatos consecutivos de até dois anos cada. Esse ponto é corroborado pela Lei das Estatais, que teve Tasso Jereissati como seu relator.

Segundo informações coletadas junto a dirigentes do BNB, o dia 31 de agosto é o prazo final para Romildo Rolim. Além disso, há a determinação do Ministério da Economia de promover as mudanças no comando da única instituição financeira estatal com sede na Região Nordeste. Tanto que Rolim chegou a ser substituído no ano passado, mas o nome indicado nem chegou a assumir.

Há também influência política na possível mudança. Lideranças da base de Jair Bolsonaro com atuação no Nordeste trabalham nas articulações. O nome do atual diretor financeiro do BNB, Anderson Possa, é um dos mais cotados para assumir o comando do Banco em definitivo.

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.