Movimento Ética e Democracia lança manifesto rejeitando Arthur Lira na presidência da Câmara

No texto, assinado por 23 membros do grupo, há o alerta para o risco de o Brasil sofrer "assaltos ditatoriais, decorrentes da instabilidade política, que se veem na América Latina, em países da Europa, e até mesmo, recentemente, nos EUA"


Deputado Arthur Lira (PP-AL) cumprimenta o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Facebook/Arthur Lira.

Equipe Focus
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Formado por professores universitários, economistas, sociólogos, empresários e profissionais liberais, o Movimento Ética e Democracia escreveu uma carta aos deputados federais de Pernambuco posicionando-se contra o voto em Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados.

No manifesto, o grupo defende que a posição a que concorre Lira é fundamental para “os princípios inegociáveis de independência e de altivez do Parlamento, em defesa da sociedade contra recorrentes ameaças à nossa democracia”. O grupo afirma que Jair Bolsonaro tem participação direta em algumas dessas ameaças e cita o exemplo da desconfiança do presidente na eficiência da urna eletrônica.

“Ameaças que se tornam públicas, algumas com a participação direta do Presidente da República, a exemplo do alarde, baseado em infundada desconfiança, sobre a eficiência da urna eletrônica nas eleições brasileiras. Ameaças fundadas em pressupostos levianos, eivados de autoritarismo, que constituem a mais recente peça de uma agenda anti-democrática” diz trecho do documento.

No texto, assinado por 23 membros do grupo, há o alerta para o risco de o Brasil sofrer “assaltos ditatoriais, decorrentes da instabilidade política, que se veem na América Latina, em países da Europa, e até mesmo, recentemente, nos EUA”.

“Como grupo representativo da Sociedade Civil, chamamos a atenção dos parlamentares pernambucanos para o que é essencial e mandatório, no momento presente: contribuir para a garantia da real independência dos poderes, atuando conforme uma agenda plural e de respeito às Instituições, e fazendo com que funcionem, plenamente, os freios constitucionais contra eventuais aventuras de assalto ao Estado Democrático de Direito”, conclui o manifesto.

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