Maia: reforma tributária é urgente e necessária

Presidente da Câmara ainda citou que o País tem no teto de gastos um "grande limitador". Segundo ele, mesmo que haja receita, não há espaço para ampliar o gasto público no próximo ano


Rodrigo Maia. Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados.

Equipe Focus
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ressaltou nesta quinta-feira, 16, que o sistema tributário atual trava o crescimento do País e, por isso, é “urgente e necessária” uma reforma. O presidente da Casa participou nesta quinta de debate sobre o assunto conduzido pela comissão especial da Câmara.

Maia citou que o País tem no teto de gastos um “grande limitador”. Segundo ele, mesmo que haja receita, não há espaço para ampliar o gasto público no próximo ano. Por esse motivo, ele considera a reforma tributária a mais importante de todas as mudanças estruturais, apesar de não ser algo simples, segundo ele. “Se nós acreditarmos, faremos a reforma tributária que o Brasil precisa”, disse Maia.

Ele ressaltou que uma simplificação do sistema tributário poderá atrair mais investimentos estrangeiros e será fundamental para retomada da economia no pós-pandemia. “Sabemos que os empregos estão sendo perdidos e esse é o melhor caminho”, opinou. “Temos pouco para estar feliz com tantas vidas e empregos perdidos por conta da pandemia. Mas fico feliz que estamos retomando esse debate”, declarou.

Apesar de tomar a frente do debate, Maia sinalizou que espera a colaboração do Senado e do governo para a construção da reforma. “Quero desejar sorte. Torcer para que o Senado venha junto conosco. Aqui não é uma questão de forçar, pressionar. A nossa pressão não é nossa, a pressão é da sociedade em relação ao parlamento”, afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados voltou a defender nesta quinta a necessidade de realizar uma reforma administrativa para tratar da qualidade do gasto público. “Temos que fazer reforma que valorize o servidor público que produziu e trabalhou melhor porque não vamos ter espaço para aumentar o tamanho do Estado brasileiro”, disse.

Agência Estado