Maia diz que cerca de 68% da economia do Ceará está ativa e reclama dos que “querem ganhar no grito”

"Já teve gente que veio me pedir um Refis. Ora, a quarentena começou na semana passada. O mês fiscal nem sequer fechou e já estão pedindo este tipo de coisa", reclamou o secretário.


Francisco Maia Júnior, secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

O secretário de Desenvolvimento e Trabalho do Ceará, Francisco Maia Júnior, disse ao Focus que estão funcionando aproximadamente 68% das atividades produtivas que constituem o Valor Adicionado Bruto do Ceará. Nos últimos dias, aumentaram as pressões de empresários e suas entidades representativas para que o Governo do Estado diminua as restrições.

“Tenho demonstrado que somente de 30 a 35% estão fora de atividade. O setor público, que tem 23% de participação na formação de nossa riqueza está funcionando. Continuaremos analisando caso a caso, mas tem gente que quer ganhar no grito”, disse o secretário em relação às pressões para liberar o funcionamento de atividades.

O secretário argumenta que as situações sejam analisadas caso a caso, com transparência e com argumentos racionais colocados na mesa para a correta discussão e decisão.

“Já teve gente que veio me pedir um Refis. Ora, a quarentena começou na semana passada. O mês fiscal nem sequer fechou e já estão pedindo este tipo de coisa”, reclamou Maia. “O Plano Marshall é no fim da guerra”, disse o secretário numa referência ao Programa de Recuperação Europeia posto em prática pelos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa no pós-2ª Guerra.

Focus teve acesso à tabela de situação preparada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Em amarelo, estão os setores econômicos fora de atividade.

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