Lúcio Alcântara segue em recuperação e relata angústia da COVID-19: “Tive medo”

O tucano, que recebeu alta no último dia 16 de maio, postou um relato nas redes sociais sobre o uso da hidroxicloroquina junto com um vermífugo (provável Annita), além de outros medicamentos para debelar a evolução do novo coronavírus


Ex-governador Lúcio Alcântara. Foto: Divulgação Assembleia Legislativa

Equipe Focus.Jor
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O ex-governador Lúcio Alcântara segue em recuperação após ter contraído o novo coronavírus.  O tucano, que recebeu alta no último dia 16 de maio, postou um relato nas redes sociais sobre o uso da hidroxicloroquina junto com um vermífugo (provável Annita), além de outros medicamentos para debelar a evolução da COVID-19.

“Aos sete dias (de tratamento) fui obrigado a suspender a hidroxicloroquina por ter surgido alteração no ritmo cardíaco. Nunca tive falta de ar talvez por nunca ter fumado ou adquirido alguma enfermidade respiratória”, destaca.

Ele também afirma a angústia com a COVID-19. “A doença é insidiosa e se apresenta sob diversas formas, muitas vezes sem que se perceba a gravidade pela falta de sintomas mais fortes. Mesmo assim o organismo pode já estar gravemente comprometido. Tive medo, claro, e angústia pela incerteza da evolução”, confirma.

Abaixo, o relato do ex-governador Lúcio Alcântara sobre seu estado de saúde

“Com pouco mais de 50 dias de isolamento domiciliar contraí a covid 19. Os sintomas foram febre e perda de paladar. Iniciei tratamento doze horas depois. Uma tomografia mostrou já 25% dos pulmões tomados. 48 horas depois o vírus invadia 50% dos pulmões. Foi necessário modificar o tratamento para um rigoroso esquema terapêutico que incluiu a hidroxicloroquina e o vermífugo além de outros medicamentos. Aos 7 dias fui obrigado a suspender a hidroxicloroquina por ter surgido alteração no ritmo cardíaco. Nunca tive falta de ar talvez por nunca ter fumado ou adquirido alguma enfermidade respiratória.

Com o emprego do corticoide em alta dose houve o descontrole da diabete o que ainda não está completamente corrigido. Tomo ainda muitos medicamentos, o paladar volta lentamente e me sinto ainda muito debilitado. Aos poucos volto ao normal. A doença é insidiosa e se apresenta sob diversas formas, muitas vezes sem que se perceba a gravidade pela falta de sintomas mais fortes. Mesmo assim o organismo pode já estar gravemente comprometido. Tive medo, claro, e angústia pela incerteza da evolução.

Acompanhou-me no hospital meu filho Leonardo cujo comportamento solidário diminuiu bastante minha ansiedade. Devo a ele a coragem de ficar ao meu lado mesmo correndo risco de também adoecer. Minha mulher Maria Beatriz e minha filha Daniela, esta em Portugal, se uniram aos parentes e amigos numa corrente de fé que certamente contribuiu para meu restabelecimento.

Agradeço ao médico Helano Paiva e a todos os profissionais de saúde que me assistiram durante a doença pela maneira responsável e competente com que conduziram meu tratamento. Menciono a importante participação dos médicos de São Paulo, colegas de meu filho no mestrado em saúde, ao opinarem sobre a conduta a ser seguida ratificando o esquema adotado adotada Hoje farei uma tomografia de controle acreditando na minha contínua recuperação.”