Joice na CPI das Fake News: quase R$ 500 mil/ano e 1,8 milhão de robôs controlados pela família Bolsonaro para distribuir notícias falsas

Segundo a parlamentar, a verba seria destinada ao que ela denomina de "gabinete do ódio", criado para cuidar da comunicação do presidente.


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Equipe Focus
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Ao depor na CPI (mista) das Fake News, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que os bolsonaristas utilizam quase meio milhão reais ao ano de dinheiro público para espalhar notícias falsas nas redes sociais. Segundo a parlamentar, a verba seria destinada ao que ela denomina de “gabinete do ódio”, criado para cuidar da comunicação do presidente.

No depoimento, Hasselmann declarou que, somente as contas oficiais do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, contam com 1,87 milhão de robôs.

Segundo denúncia da deputada à CPI mista, esses funcionários recebem a ordem de espalhar as notícias falsas através do deputado Eduardo Bolsonaro, que ainda permanece no PSL, mas teve suas funções partidárias suspensas.

De acordo coma notícia veiculada pelo site Congresso em Foco, uma vez que o alvo é identificado e as montagens e notícias falsas são criadas, estes assessores enviam para os multiplicadores via Whatsapp, “a partir deste momento não tem mais volta”, ressaltou a deputada. O próximo passo é a ativação dos robôs que espalham a notícia pela internet.

A CPMI das Fake News já ouviu duas outras pessoas que romperam com o governo Bolsonaro: o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência. Ambos criticaram a influência do círculo pessoal do presidente e questionaram as estratégias de comunicação do grupo.

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