IPEC: 39% dos eleitores do Ceará preferem o PT e isso explica muita coisa

Só duas pesquisas colam o nome do candidato ao do partido


Os índices da pesquisa IPEC divulgadas pelo Diário do Nordeste

Um quadro em especial do questionário do IPEC é revelador do que muito provavelmente vai se desenvolver na disputa pelo Governador  do Ceará. No caso, a preferência partidária.

O IPEC apresentou aos entrevistados cearenses a lista dos mais de 30 partidos brasileiros e perguntou qual o de sua preferência. Pode-se afirmar que é natural que o eleitor procure votar no candidato do partido de sua preferência, correto? Sim, claro.

Portanto, os resultados obtidos pelo IPEC mostram uma condição única para o candidato do PT, Elmano de Freitas. Incríveis 39% dos eleitores afirmam que o Partido dos Trabalhadores é sua sigla preferida, deixando longe o segundo colocado, o PL de Jair Bolsonaro, com apenas 4%. A seguir, o PDT de Ciro Gomes e RC aparece com 3%. Comem poeira.

Por essas e por outras é que venho apontando que as pesquisas capazes de captar o mais real sentimento dos eleitores são aquelas que colocam o nome do candidato colado ao nome do partido na lista que é apresentada aos entrevistados para coletar o resultado estimulado da intenção de voto.

Somente duas delas fazem isso. E quando vieram à tona muito desagradaram ao comando da campanha de RC. São elas o Real Big Data e o AstlasIntel. O Big chegou a fazer pesquisa para a TV Cidade (veja aqui) e a Atlas divulgou a sua através de uma conta no Twitter (veja aqui). O momento da campanha ainda era outro, quando se iniciava o processo para colar o nome do ainda pouco conhecido Elmano a Camilo, Lula, 13 e PT.

Atentem que seus resultados já se diferenciam bastante para aquele momento, principalmente a pesquisa Atllas, que inova com suas entrevistas tokenizadas através da WEB (esse instituto tem se notabilizado no Brasil e em outros países pelos seus índices muito próximos do resultado final).

 

 

 

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.