Havan no Ceará: lojas de Fortaleza e Juazeiro do Norte para 2021

O Focus apurou que Nilton Hang, atual diretor de expansão da Havan e primo de Luciano, colocou as duas cidades na lista


Luciano Hang em Juazeiro do Norte: não foi pedir a “bença” ao “Padim”. Foto: Divulgação

Átila Varela
atila@focus.jor.br

O empresário Luciano Hang é um figurão excêntrico. Dono da Havan, veste em algumas de suas aparições um terno verde com gravata amarela.  Bolsonarista de carteirinha e apelidado de “véi da Havan”,  é bem ativo nas redes sociais.

Ao desembarcar no Ceará há pouco mais de três semanas, Hang trocou a indumentária característica por roupas mais “normais”. Para ganhar simpatia do povo (ou causar no Instagram?), usou até um chapéu de couro, símbolo do vaqueiro da caatinga em Juazeiro do Norte.

A peregrinação do empresário por terras cearenses tem propósito: expansão. No Estado, além de Juazeiro do Norte, Fortaleza entrou radar. Ao que tudo indica, planos para 2021.

O Focus apurou que Nilton Hang, atual diretor de expansão da Havan e primo de Luciano, colocou as duas cidades na lista. Por enquanto, não há nada definido, ainda. Ainda.

17 Estados e o Ceará de fora

Hoje a Havan conta com 149 megalojas físicas distribuídas em 17 Estados. Ao todo, a empresa contabiliza mais de 100 mil produtos disponíveis para os consumidores.

No Nordeste, apenas Pernambuco e Bahia possuem unidades. E detalhe: não estão nas grandes metrópoles.

No território baiano, os municípios de Vitória da Conquista e Barreiras têm lojas – e com uma réplica em tamanho reduzido da Estátua da Liberdade. Em Pernambuco, apenas Petrolina. Há ainda um anúncio de “em breve” na cidade piauiense de Teresina, capital do Estado.

Casa, mesa, banho, arroz, feijão e ovo

Nas palavras do empresário Luciano Hang, “são nas crises que temos que nos reinventar”. E a reinvenção da Havan, pelo visto, vai além de comercializar os tradicionais produtos de  cama, mesa, banho, cozinha e eletroeletrônicos.

Hang apostou na venda de alimentos, entre eles arroz e feijão, como estratégia para manter aberta as unidades. Achou que assim seguiria como serviço essencial na pandemia. Em municípios de São Paulo e do Mato Grosso, a Justiça negou a prática, considerando que o foco da atividade comercial da Havan não era a venda de alimentos.

Já em Santa Catarina (Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu), a Justiça não foi atrás. Uma curiosidade:  a Havan chegou a implementar a comercialização de bandejas com ovos de galinha.