Guedes: “deu errado” zerar o déficit público

"É falso dizer que o presidente não apoia a reforma administrativa, por exemplo. É timing político", destacou o ministro


Paulo Guedes e Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto EBC

Equipe Focus
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro apoia as reformas essenciais para o crescimento do País, entre elas a tributária e a administrativa. No entanto, o problema é o timing político.

“Eu fiz uma aposta muito clara lá atrás, e minhas expectativas estão se confirmando. O presidente apoiou o programa até hoje. Apoiou a reforma da Previdência, o pacto federativo, mas diz que é uma questão de timing político. É falso dizer que o presidente não apoia a reforma administrativa, por exemplo. É timing político. A mídia também tem apoiado 100% a agenda econômica. Então estou superfeliz. E o que está acontecendo no Congresso? Primeiro, houve um choque inicial. Depois, absorveu. Hoje, Senado e a Câmara dos Deputados estão abraçando as reformas. Para as reformas, eles deram governabilidade. O presidente defendeu uma coisa ou outra corporativa. Mas ele apoiou o resto”, disse o ministro em entrevista ao Globo.

Na sequência, ele falou que a meta de zerar o déficit público “deu errado”. “Deu tudo errado. Mas é o menor déficit em seis anos . O previsto era R$ 139 bilhões e vai ser R$ 80 bilhões. Então você tem de trabalhar com a meta ousada. Tem economista que trabalha diferente: “vamos baixar de R$ 139 bilhões pra R$ 122 bilhões e aí você cumpre a meta”. O meu é big, bold target . Todo ano eu vou tentar. Vai ser possível? Não sei. Mas vou tentar. E privatização? Vou vender tudo. Essa é a meta. Tem uma particularmente que pode ser de R$ 250 bilhões”, finalizou.