General Heleno sobre apreensão de celular de Bolsonaro: “consequências imprevisíveis”

Heleno pontuou através de nota que o pedido é "inconcebível e, até certo ponto, inacreditável"


Foto: Reuters/Adriano Machado.

Equipe Focus
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O general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), fez ataque ao pedido de apreensão dos celulares do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, Carlos Bolsonaro, realizado pelo PDT, PSB e PV por meio de notícia-crime enviada ao STF e encaminhada pelo ministro Celso de Mello à PGR para avaliação.

Heleno pontuou através de nota que o pedido é “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável”. O ministro considerou que a medida “seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência de outro Poder na privacidade do presidente da República e na segurança institucional”.

Segundo o texto, Heleno ainda enviou um “alerta” de que a apreensão dos celulares “poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”. Apesar da repercussão do envio feito por Celso de Mello à PGR, a ação do decano do STF foi um trâmite burocrático. Segundo o site Uol, caberá a Augusto Aras, procurador-geral da República, analisar a notícia-crime e se manifestar sobre os pedidos.