Força tarefa da Lava Jato condena ataque criminoso à Dellagnol e ao próprio MPF

Os procuradores acreditam, que "a atividade criminosa continue e avance para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto, falsificar integral ou parcialmente informações e disseminar “fake news”.


Frederico Cortez
cortez@focus.jor.br

Os procuradores do Ministério Público Federal do Paraná  que comandam a força tarefa da operação Lava Jato manifestaram indignação e repúdio quanto a reportagem do site The Intercept_Brasil, sobre denúncias envolvendo Sérgio Moro e Deltan Dellagnol. No início da noite de ontem,9, enquanto a maioria dos brasileiros estavam descansando ou se organizando para a semana, uma matéria jornalística causou um estrondo em todo o País. No caso, a publicação trouxe uma suposta relação de proximidade entre Moro e Dellagnol e o processo envolvendo o ex-presidente Lula.

Ainda na mesma noite, Moro se pronunciou pelo seu Twitter alegando que o noticiado não passa de “muito barulho”  e que as mensagens usadas como prova pelo The Intercept_Brasil foram obtidas por “meios criminosos de celulares de procuradores da Lava Jato”. A nota informa que os procuradores federais  foram vítimas de ação criminosa de um hacker, colocando em risco as suas vidas e a própria atividade do Ministério Público.

Segundo o comunicado, “A violação criminosa das comunicações de autoridades constituídas é uma grave e ilícita afronta ao Estado e se coaduna com o objetivo de obstar a continuidade da Operação, expondo a vida dos seus membros e famílias a riscos pessoais. Ninguém deve ter sua intimidade – seja física, seja moral – devassada ou divulgada contra a sua vontade. Além disso, na medida em que expõe rotinas e detalhes da vida pessoal, a ação ilegal cria enormes riscos à intimidade e à segurança dos integrantes da força-tarefa, de seus familiares e amigos.”

Em relação as denúncias, os procuradores esperam  que  “a atividade criminosa continue e avance para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto, falsificar integral ou parcialmente informações e disseminar “fake news”.” Ao fim, os membros do MPF-PR reforçam o seu compromisso de condução de um trabalho técnico, imparcial e apartidário e que todos as medidas já estão sendo tomadas para esclarecer a sociedade sobre eventuais dúvidas sobre as mensagens trocadas.

*Com informações MPF-PR

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