Focus entrevista Dire Straits Legacy: “Vemos muitos jovens que conhecem a música e cresceram ouvindo os discos dos pais”

O primeiro tecladista e co-produtor da banda, Alan Clark, também falou da expectativa em tocar na Capital cearense


Dire Straits Legacy. Foto; Divulgação

Átila Varela
atila@focus.jor.br

Com show marcado para acontecer nesta sexta-feira, 13, o Dire Straits é conhecido por gerações passadas, mas também pelas atuais. É o que afirma o primeiro tecladista e co-produtor da banda, Alan Clark. Em entrevista ao Focus, ele falou sobre o evento que ocorre logo mais no Colosso Fortaleza com o projeto “Legacy”, que envolve nomes da icônica banda de rock.

Focus – Como tem sido para o grupo se reunir novamente e voltar aos palcos?

Alan Clark – É um grande prazer tocar novamente com velhos amigos e tocar as músicas de Dire Straits mais uma vez.

Focus – Qual a expectativa de tocar em Fortaleza? 

Alan – Nosso primeiro show no Brasil, depois de tanto tempo devido ao COVID, foi em Manaus ontem à noite. Foi fantástico tocar novamente para o povo brasileiro. Tivemos fãs de música jovens e mais velhos, de todas as idades e tão entusiasmados que foi uma alegria! Estamos ansiosos para tocar em Fortaleza e esperamos que seja a mesma sensação que experimentamos em Manaus, afinal é o Brasil e as pessoas dão tanto para nós e para a música do Dire Straits Legacy.

Focus – Você percebe se há outras gerações nos shows?

Alan – Vemos muitos jovens que conhecem a música; cresceram ouvindo os discos dos pais.

Focus- Qual é o legado que a nova formação da banda quer deixar para essa geração?

Alan – O legado de Dire Straits é a música, que viverá muito depois que partirmos.

Focus – Pensa em gravar um álbum ao vivo?

Alan – Espero sinceramente que possamos lançar um álbum ao vivo, gravamos todos os shows, então isso é algo que é possível e aguardamos ansiosamente.

Focus – Como veem o presidente Jair Bolsonaro? Muitos artistas internacionais têm se posicionado contra…

Alan – Eu cresci nos anos 60. Meus pais e antes deles meus avós passaram por duas guerras terríveis na Europa, que se tornaram guerras mundiais. Minha geração se sentiu muito grata por não ter que passar pelas mesmas experiências e nós realmente acreditamos em ‘Amor e Paz’, por mais brega que pareça. A música é nossa amiga, todos nós acreditamos nisso como músicos e esperamos que isso chegue ao nosso público. Todos esperamos que o Brasil escolha um presidente mais moderado e preserve as maravilhosas florestas tropicais. Chega do estilo de regime militar como Bolsonaro!

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