EUA de olho no mercado nuclear brasileiro; medida pode destravar projeto no Ceará

De acordo com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillete, a indústria americana quer participar da construção de plantas nucleares no Brasil e atuar em projetos de exploração de urânio


Usina nuclear
Usina nuclear. Foto: Image: Civaux Communications

Equipe Focus
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Os Estados Unidos querem ingressar no incipiente mercado nacional de energia nuclear. De acordo com o secretário de Energia do país, Dan Brouillete, a indústria americana quer participar da construção de plantas nucleares no Brasil e atuar em projetos de exploração de urânio.

“Se a decisão do Governo Bolsonaro for construir novas plantas estaremos prontos a participar desse esforço”, declarou Brouillete  após reunião do Fórum de Energia Brasil-Estados Unidos (USBEF).

Avançada a ideia, o estímulo pode destravar  a exploração da mina fosfato com Itataia (fosfato com urânio), em Santa Quitéria (CE), para a qual se tentou uma parceria entre a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Galvani, mas que não foi adiante por falta de licenças e infraestrutura. Além do licenciamento ambiental, a atividade também requer licenciamento nuclear, concedido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEB).

No ano passado, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, havia informado que o modelo proposto é de parcerias entre o setor privado e a INB. Isso ocorre porque a atividade é monopólio da União por determinação constitucional.