Em meio à campanha, governo apresenta estudo do Ipea para exaltar Auxílio Brasil

A medida, que vale apenas até o final do ano, também previu zerar a fila de espera do programa


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Equipe Focus
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Um dia após o início da campanha eleitoral, o governo apresentou no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 17, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que exalta o Auxílio Brasil, um dos principais trunfos da campanha à reeleição. Os resultados do levantamento foram discutidos em entrevista coletiva concedida pelo ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, e pelo presidente do instituto, Erik Figueiredo.

O estudo conclui que houve, em todas as regiões do País, uma geração de empregos formais relacionada ao aumento dos beneficiários do programa social que substituiu o Bolsa Família. Os dados do Ipea indicam que houve criação de 365 postos de trabalho para cada mil famílias incluídas no Auxílio Brasil.

“Enquanto previsões do Banco Mundial apontam para 115 milhões de novos pobres no mundo por conta da pandemia, a nota estima que, no Brasil, a tendência é contrária, com a projeção de uma redução da taxa de extrema pobreza para 4,1% em 2022”, diz trecho do estudo do instituto.

De acordo com o Ipea, pesquisas recentes têm mostrado o crescimento da desnutrição e da insegurança alimentar no País. “Contudo, de forma surpreendente, esse crescimento não tem impactado os indicadores de saúde ligados à prevalência da fome, o que contraria frontalmente a literatura especializada”, afirma o instituto.

O governo elevou de forma temporária o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, com a aprovação no Congresso de uma emenda constitucional que decretou emergência nacional para viabilizar a ampliação e a concessão de novos benefícios sociais às vésperas da eleição.

A medida, que vale apenas até o final do ano, também previu zerar a fila de espera do programa.

“Esse processo de zeragem da fila está causando um impacto sobre a pobreza em todas as regiões e em todos os Estados brasileiros”, disse o presidente do Ipea na entrevista coletiva. “O estudo demonstra, de forma cabal, a evolução da política de transferência de renda no nosso País. O Auxílio Brasil vem como uma mudança de conceito em termos de proteção social, assistência social”, afirmou o ministro da Cidadania.

O aumento do Auxílio Brasil e do vale-gás, a criação do bolsa-caminhoneiro e do auxílio taxista, além da redução nos preços dos combustíveis, causada, em parte, pela aprovação de um teto para o ICMS, são as apostas da comitê de campanha para impulsionar as intenções de voto em Bolsonaro.

Na segunda-feira, 15, pesquisa do Ipec mostrou o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida pelo Planalto, com 44% no primeiro turno, ante 32% do atual chefe do Executivo.

Agência Estado