Cid sobre Ciro: “Não haverá carta ao povo brasileiro, que na verdade foi carta ao banqueiros”

Expectativa do mercado financeiro com Ciro é ruim, mas o pedetista vai manter a linha contra os "usurpadores da Nação"


Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Na sondagem da XP, os investidores institucionais (grandes empresas que atuam no mercado financeiro, bancos incluídos) demonstram preocupação com a vitória de Ciro Gomes (PDT) numa proporção superior até mesmo à Fernando Haddad, do PT. Mais da metade dos 204 investidores consultados avalia que a Bolsa de Valores ficaria abaixo dos 65 mil pontos e o câmbio subiria para patamares superiores a R$ 4,00 com Ciro na presidência. Ou seja, para os investidores, a vitória de Ciro representa a queda da Bolsa e explosão do dólar.

E o que o principal articulador político de Ciro pensa a respeito? “Não haverá uma carta ao povo brasileiro, que na verdade foi uma carta aos banqueiros”, avisa Cid Gomes. “Ciro Gomes é comprometidos com o trabalho, com as forças produtivas. O setor financeiro no Brasil deixou de ser o meio para estimular o setor produtivo para ser o usurpador dos recursos da Nação”, argumenta Cid.

Para o ex-governador do Ceará, se Ciro for eleito “pode ter certeza que a Bolsa vai para 150 mil pontos”. Ele explica: “Basta analisar o trabalho do Ciro quando governador. São muitos os exemplos de estímulos à iniciativa privada produtiva. Está aí o nosso setor calçadista para comprovar. Ciro não é estatista. O que Ciro denuncia é a deturpação fruto da absurda concentração bancária no Brasil”.

Acerca dos resultados da pesquisa da XP Investimentos acerca de Ciro, Cid só tem uma palavra: “Isso é terrorismo eleitoral”.