Efeito Bolsonaro: para invasões, Boulos mira estados que, como o Ceará, são governados pela esquerda

Movimentos como o MTST e o MST optaram por reduzir sua exposição, adotaram postura mais cautelosa e apostam na possível tolerância de governos de esquerda.


Fachada do antigo Cine Marrocos, invadido e ocupado em São Paulo.

Equipe Focus
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No mesmo momento em que abre-se uma polêmica no Ceará por causa do projeto que concede Título de Cidadania ao líder do MST, João Pedro Stedile, o líder do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, que foi candidato a presidente da República em 2018, decide que a entidade vai concentrar suas invasões de imóveis em estados cujos governadores são de partidos de esquerda, os quais considera “aliados ideológicos”. A informação é da versão do jornal Valor Econômico para assinantes.

Ou seja, Boulos vai migrar as ações do MTST de São Paulo para estados como Ceará, Pernambuco e Bahia, governados pelo PT e pelo PSB. A guinada é consequência dos resultados eleitorais de 2018, que colocou no poder forças políticas que não toleram invasões e propriedades públicas e privadas praticadas por movimentos como o MTST e o MST.

Diante disso, esses movimentos optaram por reduzir ao máximo sua exposição e adotar uma postura mais cautelosa e apostando na possível complacência de governos de esquerda.

 

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