Coopanest adota compliance e inibe a formação de cartel de anestesiologistas no Ceará

O programa viabiliza a gestão de riscos e a conformidade nas esferas legais. O manual de compliance da cooperativa será apresentado hoje e amanhã no restaurante La Brasileire


Evento ocorre nos dias 9 e 10, das 19 às 22h, no La Brasilerie | Foto: Divulgação

Equipe Focus
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A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Ceará (Coopanest-CE) adotou o sistema de compliance para evitar a formação de cartel da especialidade médica no Estado. O programa, que alinha entidades e empresas a legislação, será implantado pelo escritório Lamy & Faraco Lamy, de Santa Catarina. O novo manual da entidade será apresentado aos associados hoje, 9, e amanhã, 10.

Júlio Rocha, diretor financeiro da Coopanest, explica que o investimento visa garantir o cumprimento das regras e monitorar os riscos. “Queremos estabelecer uma cultura compliance dentro da cooperativa. Assim, estaremos trabalhando de maneira legal, ética e dando liberdade ao paciente para escolher o profissional”, destaca a estratégia de combate à prática anticoncorrencial prevista pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

De acordo com Júlio, a adequação iniciou em junho com a elaboração da matriz de riscos. O projeto e o direcionamento aos cooperados será detalhado no evento que ocorre nesta quinta-feira, 9, e sexta-feira, 10.

Programa 

Evento ocorre nos dias 9 e 10, das 19 às 22h, no La Brasilerie | Foto: Divulgação

Com implantação do programa, a entidade estará dentro do padrão e política de conformidade recomendada pelo Federação Brasileira das Cooperativas de Anestesiologistas (Febracan). De acordo com o advogado especialista em compliance, Eduardo Lamy, o sistema viabiliza a gestão dos controles externos e internos de uma empresa, norteia e adéqua o negócio com bases nas normas jurídicas, éticas, financeiras, trabalhistas, fiscais e previdenciárias.

“É uma iniciativa focada no desenvolvimento da conformidade com o sistema jurídico para que as empresas possam respeitar. O programa tem algumas técnicas para desenvolver a sensibilização nas pessoas e é isso que veremos nas palestras”, antecipa. Ele explica que o processo prevê a análise de riscos e manuais de procedimentos que são reavaliados anualmente.

“Criamos também canais de comunicação para depois reiniciar esse ciclo um vez por ano. É um trabalho que vai adequando, melhorando e estabelecendo a cultura compliance”, enumera o sistema que fiscaliza e garante que a entidade esteja atuando de maneira legal.