Economia, sustentabilidade e ambiente. Por Carlos Matos


Carlos Matos é empresário e coordenador do Água Innovation. Foto: Divulgação

Equipe Focus
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O ano de 2021 é especial para tratar de sustentabilidade e do modelo de desenvolvimento que possibilite assegurar o nosso futuro. A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26) estabeleceu um novo marco de comportamento da humanidade que favoreça uma ecologia integral, e o Seminário Água Innovation 2021 – Semiárido: economia, sustentabilidade e ambiente, que, nesta 5ª edição, terá como foco estratégico a temática da segurança hídrica no Nordeste, bem como o consumo e a demanda inteligente, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento sustentável na Região, em especial, no semiárido.

Percebemos, ao longo dos últimos cinco anos de seminário, que intervenções humanas inteligentes mudam o curso da história e precisam ser valorizadas. Por isso, vamos iniciar os debates, ouvindo o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, indicado ao Prêmio Nobel da Paz deste ano, e considerado o pai da moderna agricultura brasileira. A criação da EMBRAPA, das políticas públicas, e a coragem de muitos produtores rurais que abriram novas fronteiras agrícolas e asseguraram ao Brasil e ao Nordeste uma posição de destaque na geração de riqueza para a economia nacional e internacional. O evento abordará o tema da nova pecuária, também conhecida como Pecuária 4.0, e a sua integração com a agricultura tecnificada em direção à produção com o Carbono Zero.

Alinhar, gerar condições de agenda e desafios para o desenvolvimento sustentável, além de priorizar os recursos hídricos e a sua eficiência, permanecem sendo o propósito maior do Água Innovation. É preciso avaliar a perspectiva do ecossistema que trata da oferta e da demanda dos recursos naturais, da produção, da geração de energia, da geração de emprego e de um Nordeste que possa, cada vez mais, contribuir com o desenvolvimento do país.

Eventos como o Água Innovation 2021 reúne talentos e pensadores capazes de oferecer melhores respostas aos desafios do nosso tempo, como a transposição do São Francisco e o impacto real que poderá gerar uma análise das políticas públicas e do fomento às novas soluções público-privadas. O apoio governamental e a sua integração nos diferentes níveis são objetivos que nos unem numa só direção, com mais justiça social e a capacidade de enfrentar as crises hídricas na realidade climática da nossa região.