Dra. Mayra assume protagonismo no Ministério da Saúde e defende protocolo com hidroxicloquina

A médica ressaltou que os hospitais privados prescrevem e sustenta que "não podemos deixar que o Brasil seja dividido entre os que conseguem essas medicações no serviço privado e os que serão tratados como de segunda categoria no serviço público"


Mayra Pinheiro durante a coletiva de técnicos do Ministério da Saúde. Foto: Divulgação YouTube

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

O novo protocolo adotado pelo Ministério da Saúde, que recomenda o uso de hidroxicloroquina somado a outros medicamentos, para o tratamento de pacientes com sintomas leves da COVID-19 foi defendido pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, que usava uma máscara com a bandeira do Brasil e a marca do Sistema Único de Saúde, o SUS.

No vácuo de um Ministério sem ministro titular, a médica ressaltou que, apesar de o medicamento ser controverso, com estudos contrários e a favor, os brasileiros não podem esperar por um consenso entre os cientistas em plena pandemia. Ela argumentou que a pasta realiza o monitoramento diário da produção científica do mundo sobre novas drogas e estudos científicos.

“Não podemos esperar evidências para que o mundo produza esse tipo de trabalho para que possamos oportunizar aos brasileiros o direito de dizerem ou não que eles querem usar uma medicação”, disse durante a coletiva após pergunta dirigida pelo jornalista representante do O Globo. Na resposta, Mayra citou o caso das redes Unimed, Hapvid, Prevent Senior e Hospital Albert Einstein que já adotaram protocolos com previ~soa do uso da droga principalmente na fase inicial da doença.

Na sequência, falou que a intenção do Ministério é evitar que o País seja dividido entre pessoas mais ricas que possuem acesso à hidroxicloroquina no sistema privado e pessoas mais pobres que não terão tratamento com a hidroxicloroquina. “Não podemos deixar que o Brasil seja dividido entre pessoas com elevado poder aquisitivo, que conseguem obter o medicamento na rede privada, e os brasileiros que serão tratados como segunda categoria e que não terão acesso à oportunidade de receber essa medicação no âmbito do SUS”, pontou.

Mayra ainda ressaltou que o ministério da Saúde está oportunizando o acesso à medicação em “tempos de guerra”.  “Não estamos nos afastamos da ciência. Nós estamos nos aproximando na necessidade de garantir a vida em tempos de guerra”, finalizou.

Dra Mayra, que foi candidata a senadora nas últimas eleições e surpreendeu ao obter mais de 800 mil votos, soube aproveitar o vácuo com as quedas de dois ministros da saúde. Como técnica, a médica cearense falou durante a maior parte da coletiva com técnicos da pasta.