Doria rebate Bolsonaro e confirma 40 milhões de doses da Coronavac até abril

Nessa segunda-feira, 25, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a chegada de insumos “para os próximos dias”, e agradeceu o "empenho" dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Eduardo Pazuello (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura). Doria, no entanto, afirmou que eles não foram esses os responsáveis


Governador de São Paulo (esquerda), João Doria, é um dos defensores da CoronaVac. Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

O governador de São Paulo João Doria (PSDB) confirmou, nesta terça-feira, 26, a  entrega de 5,4 mil litros de insumos para a produção de Coronavac, vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantan.

O anúncio ocorre pouco depois de uma reunião entre Doria e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. O material deverá chegar a São Paulo já na quarta-feira, 27, e será usado para produzir 8,6 milhões de doses.

O diretor do Instituto Butantan Dimas Covas afirmou que já há negociações “em processo adiantado” para a liberação de outros 5,6 mil litros de insumos, além dos 4,6 mil que chegarão nesta semana. Ele garantiu a entrega das 40 milhões de doses ao Ministério da Saúde até abril e ainda abriu possibilidade para fornecimento de mais 54 milhões de imunizantes.

Nessa segunda-feira, 25, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a chegada de insumos “para os próximos dias”, e agradeceu o “empenho” dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Eduardo Pazuello (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura). Doria, no entanto, afirmou que não foram esses os responsáveis.

“Todo o processo de negociação com o governo chinês para a liberação de 5,4 mil litros de insumo para a vacina do Butantan foi realizado pelo Instituto e pelo governo de São Paulo, que vem negociando com os chineses a importação de vacinas e insumos desde maio do ano passado”, afirmou Doria.