Documentário sobre FHC vai mostrar o período e maior estabilidade política do Brasil pós-ditadura

Perto de completar 90 anos, o ex-presidente conversa com grandes figuras da política e da economia do Brasil e do mundo, como Bill Clinton.


FHC na biblioteca de sua casa, em São Paulo, sentado na clássica poltrona “Mole” do designer Sérgio Rodrigues.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Intelectual respeitado, presidente da República por dois mandatos, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso marcou época na política brasileira por uma boa lista de motivos. Sem dúvidas, o mais importante foi a sequência do Plano Real e suas ramificações, que acabou com a hiperinflação e deu ao Brasil a sua mais longa era de estabilidade econômica.

Outra característica positiva e pouco explorada de FHC na Presidência foi a sua capacidade de ao ouvir de interlocutores relatos de crises fazer com que elas ficassem bem menores do que se apresentavam. Trata-se de um talento político pouco disseminado nos tempos dominados por Neros tupiniquins.

Pois agora FHC, que, lúcido, completa 90 anos vai ganhar um longa metragem e uma série em que rememora o seu período na Presidência, além de discutir o Brasil. Chama-se o “Presidente Improvável”. Claro que os acertos serão expostos, mas seus erros, que foram muitos, também. O fato é que os oito anos da Presidência de Fernando Henrique Cardoso talvez tenha sido o período de maior estabilidade política do Brasil na fase pós-ditadura.

Participam dos documentários mais de 20 convidados como Bill Clinton, Pedro Malan, Raul Jungmann e Celso Lafer, que já gravaram. Toni Blair, ex-primeiro ministro britânico, Antonio Guterrez, ex-primeiro-ministro de Portugal e Graça Machel, viúva de Nelson Mandela, agendam suas participações.

Os filmes são dirigidos por Belisário Franca.

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.