Distante da visita de Bolsonaro ao Ceará, Capitão Wagner indica que quer se descolar do presidente

Somente figuras de menor expressão política da oposição vincularam-se a Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Estado. São os casos dos deputados estaduais bolsonaristas Delegado Cavalcante e André Fernandes, além dos vereadores Carmelo Neto e Priscila Costa.


O presidente Jair Bolsonaro durante seu discurso em Russas, Ceará.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

A julgar pelas postagens nas redes sociais, é notório que o deputado federal Capitão Wagner (Pros) fez um movimento para descolar-se do presidente da República. Após manter certa distância do presidente durante a última campanha para prefeito, em 2020, o parlamentar iniciou um movimento de aproximação desde então, mas voltou a aparentar distância.

Esses movimentos costumam ter como termômetro a popularidade de Jair Bolsonaro. Como está em baixa no Ceará, o presidente não atrai para perto de si o principal protagonista da oposição a Camilo Santana e ao PDT, comandado no Ceará pela família Ferreira Gomes.

O fato é significativo principalmente quando se considera a proximidade das eleições para o Governo do Ceará, que tem Wagner como pretenso candidato. É fato que o deputado federal está convalescendo de um tratamento cirúrgico recente, mas nada impede que se manifeste em suas redes sociais. No entanto, o parlamentar não fez nenhuma menção à visita de Jair Bolsonaro a Russas.

Somente figuras de menor expressão política da oposição vincularam-se a Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Ceará. São os casos dos deputados estaduais bolsonaristas Delegado Cavalcante e André Fernandes, além dos vereadores Carmelo Neto e Priscila Costa, que fizeram várias postagens, inlcuindo fotos ao ldo do presidente.

 

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.