Diretora da Anvisa diz que há pressão do Centrão por sua saída

Ela afirmou ainda que seu caso foi decidido por “um grupo composto pelo general (Walter) Braga Netto, pelo general (Luiz Eduardo) Ramos, pelo Ciro Nogueira e pelo (Arthur) Lira


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Equipe Focus
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A diretora da Anvisa, Dra. Cristiane Jourdan Gomes, afirmou que sofre pressões políticas do Centrão para deixar o cargo. O advogado Daniel Meirelles Fernandes Pereira, assessor especial de Marcelo Queiroga, já foi indicado para substituí-la.

A declaração foi dada ao Estadão. Segundo Jourdan, há “má-fé” e “outros interesses” em sua saída.

“Fico assustada com as coisas que acontecem lá dentro. Existe uma influência enorme das indústrias, uma influência enorme do Congresso”, disse.

Ela afirmou ainda que seu caso foi decidido por “um grupo composto pelo general (Walter) Braga Netto, pelo general (Luiz Eduardo) Ramos, pelo Ciro Nogueira e pelo (Arthur) Lira.”

Jourdan foi nomeada diretora para um mandato de um ano e sete meses. Esse prazo vence no mês que vem. A médica questiona a decisão e diz que seu mandato deveria ser de cinco anos, que é o padrão dos diretores da Anvisa.

Ela também afirmou que há uma conspiração interna para afastá-la do cargo porque suas decisões incomodam outros diretores. Jourdan, por exemplo, votou contra a importação emergencial das vacinas Covaxin e Sputnik.