COVID-19: Enquanto Bolsonaro prega fim do isolamento, Camilo e RC mantêm prudência

Camilo pregou cooperação e união com o Governo Federal. Já RC foi mais incisivo: "assuma uma postura de estadista"


Bolsonaro, Camilo e RC.
Bolsonaro, Camilo e RC. Foto: Divulgação

Equipe Focus
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O discurso do presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem, 24, causou estarrecimento em diversos prefeitos e governadores. Enquanto o chefe do Executivo federal pregava o fim do isolamento e criticava o fechamento dos comércios, o governador Camilo Santana declarou que seguirá com ações para conter o avanço do coronavírus no Ceará. Deixou de lado a queda de braço partidária.

“Este não é um momento para ataques e provocações, mas um momento de cooperação e da união de todos. Da parte do Governo do Estado, continuaremos fazendo todos os esforços possíveis para buscar a proteção dos cearenses. A vida de cada um de vocês está em primeiro lugar.

Já o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, classificou como “muito grave” a mensagem de Bolsonaro.  “A mensagem confusa, contraditória com as informações técnicas do próprio Ministério da Saúde, sem qualquer base científica e sem mérito humanitário, coloca, pela força do interlocutor, a nossa população sob um evitável grave risco de contaminação”, destacou.

“Esperamos honestamente que o Governo Federal assuma uma postura estadista, deixe de rivalizar e construa consensos, corrija seu posicionamento com base na melhor ciência, se solidarize com as vítimas e seus familiares, reconheça o trabalho heroico de profissionais de saúde, apoie o trabalho sério feito com recursos próprios por diversos municípios e estados brasileiros e trate de proteger urgentemente outros milhões de brasileiros potencialmente vítimas do COVID-19”, ressaltou o pedetista.

Em pronunciamento oficial, Bolsonaro criticou a postura de prefeitos e governadores de alguns Estados, incluindo o Ceará, devem abandonar o conceito de “terra arrasada”. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada. A proibição de transportes, fechamento do comércio e o confinamento em massa”, pontuou o chefe do Executivo federal.

Abaixo, o pronunciamento do presidente Bolsonaro:

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